Gritaria de arquibancada

Oposição a Bolsonaro é gritaria de arquibancada, que xinga o juiz, mas não muda o placar do jogo
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O presidente Bolsonaro avança na região Nordeste do país, onde a esquerda ainda exerce alguma  influência | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL
O presidente Bolsonaro avança na região Nordeste do país, onde a esquerda ainda exerce alguma influência | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL | O presidente Bolsonaro avança na região Nordeste do país, onde a esquerda ainda exerce alguma influência | Foto: DIVULGAÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Por J.R. Guzzo

Publicado no Estadão, em 16 de agosto de 2020

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Os adversários do presidente Jair Bolsonaro estão fazendo tudo o que podem para garantir sua reeleição em 2022, caso ele seja mesmo candidato e caso haja mesmo eleição – coisa que em condições normais de temperatura e pressão parece muito difícil de se evitar, pelo menos segundo o panorama visto de hoje. O tempo passa, o mundo gira, as sociedades são agredidas por uma calamidade sanitária sem paralelo na memória recente e as forças que deveriam ser a oposição deste governo continuam cometendo todos os erros necessários para conseguir o que pode haver de pior na atividade política – ficar do lado que perde. Começaram a errar logo nos primeiros dias de governo. De lá para cá, vêm dobrando a aposta a cada 24 horas.

O resultado concreto deste esforço continuado para cravar sempre nas alternativas políticas erradas, entre todas as que são disponíveis, é que Bolsonaro tem hoje os melhores índices de aprovação que já conseguiu em seu governo. Deveria cair, com as desgraças que são anunciadas todos os dias, mas está subindo. Acaba de chegar aos 37%, cinco pontos acima do que tinha no fim de junho – números que, na aritmética das pesquisas de opinião, nenhum político quer que os inimigos tenham. A covid-19, desde o início, foi a grande esperança da confederação anti-Bolsonaro; tinham certeza, ali, que seria uma grande ideia jogar a culpa da epidemia nas costas do presidente. Hoje, 106 mil mortos depois, constata-se que aconteceu o contrário do que imaginavam. Churchill costumava dizer que não existe sensação melhor nesta vida do que atirarem em você e errarem o alvo – e é assim, possivelmente, que os inimigos de Bolsonaro estão fazendo com que ele se sinta. Atiram de todos os lados, sem parar, e não acertam uma. A aposta no vírus foi talvez a pior de todas as que já fizeram – uma ideia bichada desde o começo, porque fica difícil fazer o público entender que o governo federal tenha culpa numa tragédia que foi administrada com exclusividade pelos governadores e prefeitos, por decisão do Supremo Tribunal Federal. Acharam, a oposição e os 11 ministros, que tinham feito um lance de gênio; na prática, tudo o que conseguiram foi um gol contra. Tem sido assim, faça sol ou faça chuva, o tempo todo.

Por algum motivo que até agora continua obscuro, os adversários vêm insistindo em atacar Bolsonaro por culpas que o homem não tem, em vez de ir atrás das culpas que ele realmente poderia ter – coisa que é muito mais difícil, dá um trabalho danado e não se resolve com manchetes na mídia ou caras de espanto no telejornal do horário nobre. O presidente, nessa balada, é acusado de ser contra os negros, as mulheres, os índios, os gays, os quilombolas, os povos árabes, os estudantes, os professores, a ciência e a quarentena. Dizem que ele incentiva a destruição da Amazônia, prega o ódio entre as pessoas e prejudica as exportações de frango. É condenado por não fazer política e por fazer política. A última acusação que lhe fizeram é a de praticar genocídio.

A grande dificuldade nisso tudo é que os inimigos do governo não apresentaram, até agora, nenhum fato objetivo, coerente e indiscutível para convencer o cidadão de que algum dos delitos mencionados acima foi realmente cometido. Qual deles? Quando? Como? Onde? Agir desse jeito não é fazer oposição – atividade que exige a apresentação de propostas concretas de governo, a demonstração de que essas ideias são melhores que as do adversário e a presença de um candidato capaz de conseguir pelo menos 70 milhões de votos em 2022. Sem isso é só gritaria de arquibancada, que xinga o juiz, mas não muda o placar do jogo.

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5 comentários

  1. Boa análise, os corruptos estão a cada dia mais se enterrando. Se compara a uma pessoa que caiu na areia movediça, quanto mais se mexe, mais afunda.

  2. Bolsonaro e seu ministério representam o melhor governo que o Brasil já teve nos últimos 70 anos. Não adianta os perdedores de 2018, o STF, aimprensa podre atacarem de todos lados, com inverdades e golpes anti democráticos que o povo não cai mais em politicagem rasa. Bolsonaro será reeleito em 2022, pelo bem da nação e dos brasileiros.

  3. Caro Guzzo, esplêndida matéria!
    Se me permite complementar…”os adversários do PR não apresentaram até agora nenhum fato objetivo, coerente, indiscutível…” por uma singela razão…o PR JB é um homem humilde, honesto, sincero, tem seus erros com certeza (como todos nós) mas os esquerdopatas não estão tentando descobrir os erros que ele tem, mas sim, impingir-lhe os erros que ELE NÃO TEM…pois é disso que eles vivem, da mentira.
    O pensamento de esquerda não está preocupado com as verdades, mas sim com as mentiras. Quer um exemplo? A gente não vê a esquerda falar que o PR JB se expressa mal, constrói mal suas frases, comete erros de concordância o tempo todo…e isso é verdade, aliás grande parte dos brasileiros tem esse mesmo problema! Mas os esquerdopatas falam disso? Não, isso não os preocupa, usam as más construções verbais do PR para construir narrativas que ele não expressou ou para fazer ilações, ou ainda para tirar frases soltas de um contexto e apresentá-las como evidência do discurso que lhes interessa…Ou seja, mentiras! É disso que se alimentam! A ideologia dessa gente os domina de tal maneira que vivem dela…para eles a verdade não existe, a verdade para eles é aquela que serve aos seus propósitos ideológicos. E sendo assim, para eles, tanto faz se é verdade ou mentira…
    Eles comem e respiram a máxima comunista: “Repetir mentiras até que se tornem verdades!”

  4. Bolsonaro lutando diariamente contra o establisment continua a fazer um ótimo governo, apesar de ter recebido um país arrasado pela esquerda corrupta para governar.

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