Ineficiência e estabilidade no serviço público

Enquanto menos de 1% dos servidores públicos da Suécia têm estabilidade no emprego, no Brasil essa porcentagem é de 100%
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Um levantamento do Centro de Liderança Pública (CLT) mostrou que, enquanto menos de 1% dos servidores públicos da Suécia têm estabilidade no emprego, no Brasil essa porcentagem é de 100%. No Reino Unido, os “indemissíveis” não passam de 10%.

“Algumas pessoas pensam que manter todos os funcionários públicos na estabilidade plena ajuda a melhorar os serviços públicos. É um engano”, escreveu em seu Instagram a economista Marina Helena Cunha Santos, ex-diretora de Desestatização do Ministério da Economia. “O Brasil é o 132º colocado no Ranking de Desempenho Público do Fórum Econômico Mundial. Para se ter uma ideia, a Venezuela, que é a última colocada, é o 137º país. Por outro lado, o Reino Unido está na 15ª posição, e a Suécia na 16ª.

Um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em outubro de 2020 mostrou que o Brasil é o 7º país entre as 70 nações pesquisadas que mais gasta com funcionalismo público. O dispêndio com servidores ativos e inativos da União, dos Estados e municípios equivaleram a mais de 13% do PIB em 2018, atrás apenas de Arábia Saudita, Dinamarca, Jordânia, África do Sul, Noruega e Islândia.

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Na reportagem de capa da mais recente edição de Oeste, estão listados alguns dos abonos, benefícios e gratificações que turbinam os salários dos servidores de 46 estatais brasileiras. Todos eles bancados com o dinheiro dos pagadores de impostos.

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18 comentários

  1. O pior é que não há nenhuma perspectiva de isso acabar algum dia. Entra governo e sai governo, a farra com o dinheiro dos pagadores de impostos continua no mesmo diapasão. Emprego vitalício, com direitos que os da iniciativa privada jamais alcançarão.

  2. Concordo que se gasta muito com o funcionalismo público, mas quem dera que fosse essa a mazela que levou o país p o fundo do poço, mais importante que copiar/comparar práticas de países de primeiro mundo, é termos um parlamento honesto e compromissado com os interesses dos trabalhadores, sejam eles públicos ou privados, muitas reformas têm passado, mas o alto clero que é o judiciário e os próprios políticos conseguem escapar de todas. Na verdade só o trabalhador comum e os funcionários públicos do baixo clero têm pagado o preço pelas reformas. Eu sou um deles, perdi e ainda perderei mais direitos, mas entendo que é pela saúde do meu PAÍS, quisera eu que todos fossem afetados de forma geral pelas reformas.

    1. Muitíssimo bem colocado no contexto da matéria. Fui funci do BB e não me deixei influenciar por sindicatos e servidores inconsequentes, tipo aqueles que levam para casa papel A.4 e sabonetes.
      As universidades públicas estão repletas, ainda, dessa gente.
      O que esperávamos de Lyra? Nada melhor que esperávamos de Maya, o Botafogo.
      Que Bolsonaro continue com coletes à prova de balas!!!

  3. Demoramos quase 1 ano para aprovar um projeto numa prefeitura no interior de SP. Funcionários cheios de si, incompententes, canalhas, mal orientados, inexperientes, e escrotos foram tudo o q tivemos contato. Por esta experiência e outras no passado, posso AFIRMAR, o funcionalismo público é sujo e ñ funciona. Se ñ houver algo q possa avaliar essa gente e jogar na rua os canalhas e incompententes, nunca evoluiremos!!!

    1. Não cumpadi!! Essa sua experiência não é nem de perto verdade ou pode servir de parâmetro. Mas concordo que precisa haver mudança sim pra acabar com esse tipo de servidor que ainda existe por conta de leis assim. Há vários, muitos desses servidores competentíssimos e que servem bem fazendo jus ao salário.

      1. Agora vou opinar. Sou servidor público. Trabalho muito, oito horas por dia. Sou capacitado e etc. Tem muitos como eu. Gente capaz e que serve bem a sociedade. Mas tem uns sujeitos, que vou te falar….e estão amparados nessa estabilidade. Ninguém consegue fazer nada…e ainda muitos deles são até abusivos por conta disso. Já vi que a estabilidade protegeu bons servidores contra a maldade de chefes, muitas vezes colocados em certas funções pra defender interesses de terceiros, maus gestores. Mas não acho que isso é suficiente pra existência atualmente da tal estabilidade. Porque ela acaba que beneficia mais os maus servidores. Em resumo, se o mundo muda, se as coisas mudam, não é o instituto da estabilidade que tem o direito de não ser tocado. Nosso país precisa de muitas reformas importantes a serem implementadas: política; administrativa… abrindo um parênteses aqui: mas não acredito que com esse STF e esse Congresso que estão aí, isso vá acontecer. Em resumo: acho que isso, de mudar essa tal estabilidade, vai acontecer, mas espero ver atingir magistrados, ministros do supremo, membros do MP, dos tribunais; fim de privilégios a políticos, fim de aposentadorias absurdas (trabalhar 4 anos e adquirir direito a aposentadoria???); Fim de foro privilegiado e etc. Como disse um comentário que li aqui, só servidores, do “baixo clero” que não tem o poder de decidir é que se “prejudicam”. Pra terem uma idéia, onde trabalho, um pouco mais de 130 pessoas tem a folha de pagamento, dentro do mesmo órgão, igual ao restante dos trabalhadores (um pouco mais de 1.000 trabalhadores). Ou seja, a metade da FP é para menos de 15% do total de trabalhadores. Não é justo, não é certo culpar todo o funcionalismo! Mas quando se divulga dados da FP não é demonstrado isso…mas todos nós ficamos com a fama de culpados. Mas como disse na matéria, tanto gasto não pode render baixa eficiência. Algo precisa ser feito!!

  4. A estabilidade do servidor público não é um direito mas, uma proteção contra ausência da meritocracia, contra a Politicagem do apadrinhamento, contra as manobras sindicais, contra o fator humano nas relações de empatia no ambiente do trabalho que pode custar a perda do emprego do servidor público, contra o Estado que impõe políticas de demissão voluntária que poderiam até ser sumária sem a devida avaliação de mérito, contra a subcontratação de pessoal sem Concurso Público desqualificando a prestação de serviço público, contra a falta de investimento em qualificação e treinamento dos servidores públicos e por falta de estabilidade, Política, Jurídica e econômica do país que impõe perdas aos Serviços Públicos a décadas. Quando houver respeito pelo servidor público haverá uma corresponde ao resultado do trabalho.
    São anos debruçados sobre os livros até conquistar o direito e a garantia.

    1. Anos dedicados, e depois o burro amarrado na sombra por décadas. Vossa excelência me desculpe, mas não dá pra concordar com vossas argumentações.

    2. Servidor público deveria ser como qualquer outro Empregado. Onde que algum empregador despede um funcionário leal e competente? Só devido as crises que o governo cria com seu gasto perdulário, inclusive com pessoal.

    3. O Brasil é o único país em que existe a profissão de “concursando”. Nossa classe média-alta põe os filhos na escola particular, na universidade pública e na sala dos cursinhos para concursos públicos. Os melhores, no Brasil, não viram cientistas, empreendedores. Os melhores viram juízes, promotores, auditores fiscais e, quanto muito, médicos. Ou seja: de um lado, os que mais poderiam produzir estão engessados no serviço público. De outro, a outra metade dessa turma vira médico e vai a campo defender a fraudulenta indústria farmacêutica. Que futuro teremos, num país em que o crime organizado passa a ditar suas regras?… Cuba ou Venezuela?… Argentina ou Colômbia?… México, talvez?…

  5. A matéria é bastante desonesta, é mentira que 100% são estabilizados, assim como é mentira que são inadmissíveis, inclusive essa matéria é bastante oportunista, surge em um momento que a reforma administrativa mais precisa desestabilizar o funcionalismo público, aquele trabalhador da saúde que ganha pouco mais de um salário mínimo (media de 2.000 reais por mês) , o professor que sem estrutura em sem valorização ganha o pior salario dentre os profissionais com ensino superior. A matéria também é desonesta referente ao gargalo orçamentário, a educação não absorve 4% do orçamento público da União e a saúde não passa de 3%, omitem os mais de 42% que vão para bancos e grandes empresarios na famigerada intocada dívida pública. A matéria é desonesta com milhares de trabalhadores que fazem do serviço público brasileiro, que mesmo com muitos problemas, cujo principal é realmente orçamentário, é admirado por diversos países no mundo, o SUS é o maior e mais eficiente sistema de saúde no mundo, os Correios e telegrafos é uma das empresas com maior capilaridade no planeta, sabemos que os serviços públicos tem muitos problemas, mas colocar a culpa destes problemas no pobre trabalhador é uma maneira covarde de justificar o benefício que a privatização vai trazer para meia dúzia de pessoas e prejudicar milhões. Mas para esta página vale o ditado: ” quem paga a banda escolhe a musica”

  6. Não é mentira, todo servidor público é estabilizado, todos os que são estatutários, os celetistas são os das eatatais. Mas ima estatal não é do povo, é doa seus funcionários e dos seus acionistas, não tenho nenhum benefício com o fato da Petrobrás ser estatal, mas seus funcionários tem 13°, 14° e participação nos lucros, não deveria ser estatal. O funcionário da saúde que ganha menos de dois salários mínimos tem a formação do cara que ganha menos de um no setor privado, afinal depois de algins descontos nem chega a um, fora que o horário é reduzido na área da saúde, inclusive pros militares. Quanto ao orçamento da educação, com o valor gasto deveria ser uma educação nivel Harvard, mas o que vemos é doutrinação e uso de drogas, maconha é a regra em universidade federal e estadual. O SUS é um sistema razoável, mas muito mal administrado na ponta da linha. Quanto a capilaridade da ECT, as transportadoras têm muito mais capilaridade e eficiência, em áreas de risco em cidades como Rio de Janeiro as transportadoras entregam, mas oa correios não. Quanto aos servidores da ECT, são a principal causa dos desvios, golpes e falhas nas entregas da empresa. E pra finalizar, quem paga tem todo direito de escolher o serviço. O maior exemplo da eficiência das privatizações é o sistema de telefonia, infinitamente melhor que quando era estatal, e não é só pela evolução da tecnologia. A função do estado deveria ser de regulação e controle, mas fica difícil quando o fiscalizado é exatamente quem fiscaliza.

    1. O serviço público é acessível a todos os brasileiros. É também a forma de trabalho mais democrática. Não importa se você é feio, velho, barrigudo e careca. Se estudar, se for o melhor, se se dispuser a sentar a bunda na cadeira e queimar os neurônios, então uma vaga é sua. Está disponível até para os que reclamam.
      Sabe fazer melhor? Senta o rabo na cadeira, estuda bastante, passa no concurso e faz melhor. Garanto que qualquer que seja o seu trabalho tem um equivalente no serviço público esperando por você.

  7. Queria morar na Suécia, ser funcionário público por lá e ganhar o salário deles. Nem iria ligar para a estabilidade num contexto desses, simplesmente não seria necessário.
    Moro no Brasil, aqui a estabilidade é necessária. Vejam Sérgio Moro, comparem com Deltan. Sem estabilidade Moro é perseguido e Deltan não moveria uma palha. Existem milhões de Deltans e Moros no serviço público, são eles que carregam o piano e fazem as instituições serem fortes e o Brasil ser uma potência em muitas áreas.
    Estabilidade vem depois de três anos de serviço público, está na Constituição:
    “Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)”
    Até chegar lá precisa queimar muita lenha! Durante esse período, chamado de estágio probatório, o servidor federal, por exemplo, é avaliado nos aspectos:
    I – assiduidade;

    II – disciplina;

    III – capacidade de iniciativa;

    IV – produtividade;

    V- responsabilidade.

    O artigo é raso, pobre, tendencioso e preconceituoso. Faltou mostrar o lado A. Em favor da revista Oeste vale destacar a abertura para os comentários em todos os artigos e o respeito pela livre opinião, um luxo no meio jornalístico atual.

  8. Matéria rasa e tendenciosa.
    A revista deveria investir num estudo mais completo sobre a realidade.
    Para acabar com a estabilidade e diminuir o tamanho do Estado há muito a ser feito antes.
    Se fizerem isso agora, em 4 anos os funcionários que se opuserem aos desmandos da politicagem estarão na rua e o Brasil sentirá ainda mais os efeitos de gente que rouba e esconde milhões em apartamentos por aí.
    Falam como se a iniciativa privada fosse um paraíso no Brasil. Mas ninguém fala de sonegação e do desrespeito às leis trabalhistas.
    Ah mas há excesso de direitos! Imagine se não houvesse.
    Esse tipo de avaliação, própria de gente que já esteve no governo a serviço de politicagem é feito com base na realidade do país das maravilhas e não do Brasil.

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