Janaina critica ações que mantêm Cracolândia ativa e é atacada por ‘lacradores’

Deputada coloca o dedo na ferida e deixa uma reflexão no ar que irrita a esquerda e a imprensa: precisamos falar sobre internação compulsória
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Janaina Paschoal | Foto: GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO
Janaina Paschoal | Foto: GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO | Janaína Paschoal

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL) virou alvo nas redes sociais da patrulha da esquerda e seus satélites na imprensa depois de colocar o dedo em uma ferida aberta na capital paulista: a cracolândia — e tudo o que ela representa para a sociedade. O tiroteio começou quando Janaina jogou luz para uma realidade que muitos tentam esconder sob o manto do politicamente correto: entregar alimentos, roupas, sabonete e doações afins realmente é uma porta de saída para os dependentes que vivem em situação degradante ali?

Ela se referia a uma ação do midiático padre Julio Lancelloti, que faz sucesso na internet sempre que sai de casa para entregar marmitas aos frequentadores da cracolândia no centro de São Paulo. No sábado, 7, a Polícia Militar impediu a equipe dele de entrar na área por riscos de segurança.

Lancelotti é ativista dos direitos humanos e aliado de políticos do PT e do PSOL no Estado, como Guilherme Boulos, e foi um dos entusiastas do programa Braços Abertos da gestão municipal de Fernando Haddad, depois apelidado de “Bolsa Crack” — a prefeitura dava dinheiro e abrigava os usuários em hotéis-cortiços na região se eles varressem as ruas, por exemplo. O tempo passou, o programa acabou estimulando a chegada de novos interessados na bolsa-crack — inclusive traficantes que sabem onde o dinheiro está — e os hotéis tornaram-se inabitáveis pelo horror flagrado nos quartos por agentes públicos durante fiscalizações.

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A maioria dos ataques a Janaina Paschoal partiu de influenciadores nas redes sociais que talvez nunca tenham cruzado a rua Helvetia, nem a Dino Bueno ou precisaram do Terminal Princesa Isabel e da Estação da Luz — mas, se conhecem, talvez até pela opção de poder ficar em suas casas por causa da pandemia, não notaram que o cenário piorou (e muito). O número de furtos de pertences, como celulares e bolsas, e a ausência de zeladoria urbana também pressiona o comércio a fechar as portas.

É claro que o tema é árduo e tem muitos lados — especialmente o da saúde pública. Também é óbvio que nem ela nem ninguém com o mínimo de compaixão estava reclamando da ação social, da caridade e do espírito humanitário. O ponto para reflexão era outro: a maior metrópole da América do Sul não pode ter uma zona de sombra — e aí Janaina Paschoal só falou verdades. Tampouco se tratava de incentivar o uso da força policial sem estratégia nem cautela. Só que é preciso fazer prevalecer a ordem das coisas, salvar quem não consegue mais sair daquele labirinto e encarar o problema de uma vez por todas. Ou a Cracolândia se tornará algo ainda pior do que um Skid Row, um loteamento onde a lei não impera e muito menos o estado de Direito.

É hora — e já passou da hora — de enfrentarmos o debate sobre internação compulsória no Brasil. Pelo bem de todos.

cracolândia
Região da Cracolândia, no centro de São Paulo I Foto: Reprodução/TV Globo
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