Jornalistas demitidos da CNN denunciam irregularidades na emissora

Profissionais cobram horas extras e dizem que foram impedidos de se despedir dos colegas

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A CNN demitiu mais de cem funcionários recentemente
A CNN demitiu mais de cem funcionários recentemente | Foto: Divulgação/CNN

Jornalistas demitidos da CNN Brasil denunciaram, na quarta-feira 7, possíveis irregularidades na emissora. Em carta, os ex-funcionários acusam a empresa de burlar horas extras e impedir os profissionais de se despedirem dos colegas.

Os profissionais também criticam promessas não cumpridas pela direção da emissora, incluindo a manutenção total da equipe de jornalismo digital. Um profissional dispensado chegou a ser promovido por superiores 15 dias antes.

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Outro ponto é o plano de saúde oferecido pela CNN Brasil, que será mantido por apenas 36 dias. Eles pedem um tempo maior de permanência, como acordado inicialmente com os demitidos. Os jornalistas ainda criticaram o período das demissões, em dezembro, quando a realocação no mercado é mais difícil.

Os ex-funcionários da emissora entendem que houve descumprimento da lei, com dispensa em massa. Para os jornalistas, eles deveriam ter sido avisados com antecedência das demissões.

Estima-se que 140 funcionários foram mandados embora nos últimos dias. Na segunda-feira 5, mais cortes pontuais ocorreram. Segundo o portal Notícias da TV, uma ação coletiva trabalhista ainda está sendo avaliada pelos funcionários demitidos.

Leia na íntegra a carta dos jornalistas da CNN

“Nós, profissionais demitidos pela CNN Brasil no começo de dezembro, queremos formalizar nosso entendimento e posição sobre o ocorrido.

Após um período intenso de cobertura eleitoral, com plantões extras e sobrecarga de trabalho, e após uma nova onda de casos de covid-19 na redação em novembro, mais de cem profissionais da CNN foram surpreendidos pelas demissões.

Até mesmo profissionais envolvidos em coberturas  em andamento, como as da transição de governo e da Copa Mundo, foram demitidos, o que reforça a surpresa geral diante da decisão da empresa.

Neste início de dezembro, os profissionais demitidos foram convidados um a um pelos diretores a comparecem a uma sala de reuniões situada ao lado do local de trabalho de colegas das equipes de Rádio e de Cortes. Uma representante do RH da CNN também estava na sala.

A justificativa das demissões era a ‘reestruturação’ da empresa. Os diretores enfatizaram que as demissões não tinham relação com o desempenho dos profissionais, mas não deixaram claro quais foram os critérios para escolher os demitidos.

Imediatamente, foi solicitado aos profissionais que assinassem formulários apresentados pela empresa, entregassem os crachás e computadores e deixassem a redação. Também houve casos de profissionais em home office que foram demitidos.

Foram desligados diretores, âncoras, comentaristas, analistas, editores, produtores, repórteres, redatores, designers, integrantes das equipes de redes sociais, além de secretárias e técnicos que atuavam nos estúdios

O total de demitidos representaria de 15% a 30% da força de trabalho da empresa, das áreas de jornalismo e administrativo. A estimativa é de 140 profissionais demitidos. Contando também com colegas da sede do Rio de Janeiro, uma vez que a sucursal da cidade foi fechada.

Entendemos que a ação caracteriza-se como demissão em massa, ocorrida em período pré-festas de fim de ano, onde é mais difícil a recolocação profissional devido aos recessos.

Diante de rumores surgidos em novembro de que poderia haver demissões na redação, alguns profissionais questionaram seus superiores sobre tais boatos. No setor digital da redação, por exemplo, em uma reunião feita no fim daquele mês, os profissionais foram informados de que os cortes, se ocorressem, não atingiriam a equipe.

No entanto, ao contrário do informado pela direção, o setor digital não passou ileso. Doze profissionais deste setor, de diferentes cargos, foram dispensados. Um deles, inclusive, havia sido comunicado sobre uma promoção havia cerca de 15 dias, publicamente em uma reunião da equipe. Tal profissional passou pela vexatória situação e o constrangimento de ser promovido e dispensado em seguida.

Além dos envolvidos nas coberturas da transição de governo e da Copa do Mundo, também foram demitidos profissionais envolvidos em outros trabalhos em andamento.

Alguns estavam, há dias, preparando uma cobertura especial com participação, inclusive, do comercial da empresa e foram demitidos minutos antes de iniciarem a cobertura do primeiro dia de evento, com tudo pronto: produção e credenciais. O carro da equipe cinematográfica já estava esperando no subsolo para levar todos ao local quando receberam a notícia de que funcionários foram demitidos.

No dia da demissão, pouco antes do horário de entrada, funcionários receberam uma informação via aplicativo de mensagem de que a programação sofreria uma mudança, sem receber detalhes se as alterações seriam no formato do telejornal, possíveis novos quadros ou alguma dinâmica diferente na hierarquização das informações.

Ao chegar na empresa, não houve qualquer explicação. Pelo contrário, o ambiente só se tornou mais confuso ao presenciar colegas sendo demitidos, e também pela própria demissão, sob a alegada reestruturação.

Destacamos também como extremamente constrangedor e desrespeitoso o reforço de seguranças no prédio no dia das demissões. Havia um profissional na porta do switcher, com uma lista de nomes determinando quem podia ou não podia entrar.

Tal ato demonstra um receio da empresa de que houvesse represália por parte dos demitidos, uma ação extremamente desumana. Alguns profissionais foram impedidos de despedir-se dos colegas, sendo convidados a se retirarem do prédio brevemente.

Ponto eletrônico

Os funcionários demitidos relataram falhas recorrentes no sistema do ponto eletrônico, principalmente para jornadas que ultrapassavam o dia/noite (madrugada). Exemplo: entrada às 22 horas e saída às 5 horas. O sistema não entende como saída às 5 horas e, sim, como entrada e início de turno. Dessa forma, o sistema deixa as horas negativas. Aí, é necessário abrir chamado via sistema Cervelo e avisar o RH. Isso acontece todas as vezes cujo turno se inicia num dia e termina no outro.

Convênio Sulamérica

Os funcionários demitidos questionam o prazo de permanência no plano de saúde da Sulamérica. Para alguns, o prazo será de 36 dias a partir do dia 5/12. Eles questionam se seria possível estender esse prazo ou até mesmo continuar sendo beneficiário do plano de saúde empresarial, obviamente arcando com as despesas.

Dias trabalhados em feriados que seriam compensados no recesso de dezembro

Trabalhamos diversos feriados nacionais ao longo do ano como justificativa que as horas virariam horas extras. Essas horas extras seriam compensadas no recesso de Natal ou Ano Novo. Mas e agora?

Com isso, solicitamos um entendimento mais transparente sobre o processo ocorrido, reiterando que a demissão de dezenas de profissionais de comunicação teve grande repercussão na mídia e expôs os profissionais à fragilidade da empresa neste momento.”

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63 comentários Ver comentários

  1. A empresa tem o direito de demitir. E não se despedir dos colegas pode ser que seja por causa de coisas de confidencialidade. Não estou defendendo a emissora. Só constatando

  2. Esse é o risco de um profissional trabalhar numa Cia, a qual tem forte ideologia e não divulga as verdades, tudo é noticiado da forma que convença o telespectador!
    Uma pena!

  3. VOCÊS JORNALISTAS E COMENTARISTAS DA CNN DEVERIAM IR A PUBLICO E PEDIR DESCULPAS TELAS MENTIRAS PASSADAS AO POVO BRASILEIRO POR MESES, ANOS, SE ESSAS MENTIRAS FORAM PASSADAS POR PRESSÃO DA DIRETORIA DA CNN E CHEFES, DEVERIAM TER PEDIDO DIMISAO E NÃO ACEITAR A SEREM OMISSOS…..

  4. A hora que o Tarcísio assumir, espero que ele faça um faxina geral na TV Cultura, que ele não deixe ninguém da esquerda militonta lá.

    1. COM CERTEZA VAMOS APAGAR TODA E QUALQUER ODOR DO DORIÁ E DE TODA A DIRETORIA ESQUERDISTA QUE INFECTA A TV CULTURA, TARCÍSIO TRAGA A EMISSORA PAULISTA PARA PRODUZIR E NÃO MILITÂNCIA COMUNISTA

  5. Para quem Militou na Esquerda, Faz L , para quem só trabalhava no grupo e não Militava, entre na Justiça, mas torçam para o processo não chegar a última instancia (ali vc vira Mané).

  6. Não consigo sentir dó desses funcionários (jornalistas), porque fizeram tanta militância para a Esquerda e falaram tantas mentiras que deveriam até responder criminalmente. A nojenta da Monalisa Perrone já era, mas ainda falta a Daniela Lima. Aproveitem petistas a PEC da transição e desfrutem do bolsa família, comam bastante picanha e usufruam do Sistema Único de Saúde. Só não esqueçam de fazer o L.

    1. O Desapenado está criando o programa Mais Empregos ao criar vários ministérios, quem sabe encontrem empregos ká? Ou, nos “grandes blogs”, folha de sp, estado de minas, metrópoles, j de brasília, etc…

  7. Ser jornalista no Brasil e apoiar o comunismo, tornou-se a pior profissão. Infelizmente a falta de capacidade de serem independentes, torna-os verdadeiros hipócritas que prejudicaram toda uma nação. Desejo o pior para todos aqueles que fazem parte do maldito consórcio de mídia. Mataram milhares durante a pandemia, e agora ocorrerá o mesmo, devido a convulsão social que atravessaremos.

  8. Não desejo demissão para ninguém, só quem passou sabe o que é isso, mas esses jornaleco, merecem quanto vibraram para derrubar o presidente Bolsonaro, só lamento que ainda falta um.

  9. É só fazer o L que tudo se resolve!!! O L de ladrão, o L de lixo, o L de lupanar, L de latrocida, L de lesa pátria, L de lazarento, L de lama, L de lava jato, L de limar, L de …

  10. Pela maioria dos comentários, os leitores concordam com as demissões na CNN. Acho que os demitidos poderiam arranjar emprego na Globo ou na Tv Cultura.

    1. Rubens Menino é desse jeito, os trabalhadores da Mrv em Campinas TB denunciaram irregularidades, e ele construindo estádio p clube, demagogia interesseira, se a Cnn falir, ótimo pra nação, agora, aos empregados esquerdistas da empresa uma palavra de consolo, faz o L, o L vira cerveja e picanha, da JBS vigarista.

  11. ahaha passaram 2 anos mandando os outros ficarem em casa, agora quem vai ficar mofando sem trabalhar sao voces, toda desgraça pra essa gente é pouca

  12. Esses “jornalistas” idiotas só estavam servindo ao establishment da emissora até as eleições. Bolsonaro derrotado os bobalhões vão voltar a fazer pizza em casa para vender, vão virar corretores de imóveis, ou vão fazer mágicas em circo. Danem-se!

  13. Todos dessa cnn são jorna—zis—tad de esquerda da pior espécie, vão pedir “emprego” ao corrupto-mor luis inacio, porque trabalho esses não conseguirão.

  14. Todos dessa cnn são jornazistas de esquerda da pior espécie, vão pedir “emprego” ao corrupto-mor luis inacio, porque trabalho esses não conseguirão.

  15. Não são jornalistas. São ativistas. Bons jornalistas hoje comunicam-se com o.seu público através das redes sociais em todo o mundo ( e são poucos). A média “informativa ” tradicional acabou. Organizações como a CNN estão fadas ao desaparecimento.

  16. FAZ O L KKKKKKKK
    TUDO QUE ACONTECER DE RUIM PRA JORNALISTA AINDA É POUCO PELO QUE ESSES ABUTRES FIZERAM NOS DOIS ANOS DE PANDEMIA, SABOTAGEM CONTRA O GOVERNO E CONTRA O POVO.
    RECEBAM.

  17. .. jorNAZISTAS ridículos se venderam de forma vergonhosa à quadrilha PeTralha e objetivo sujo colimado são sumariamente demitidos O POVO VIOLADO por estes canalhas está vingado … mas eu chóóóro kkkkkkkk toma vagabundos.

  18. Ué. Pensei que as redações de emissoras de TV e de Jornais eram locais sagrados, locais em que não existem erros ou pecados. Afinal, eles não são Deuses que empurram a humanidade na direção certa da História?! kkk

  19. É isso aí. A CNN não enraizou no Brasil, veio com tudo, rebolando, toda gostosa mas o rala-rala diário e a publicidade inexistente na proporção dos custos deu no que deu. Sambou humilhantemente e o passaralho fazendo voos rasantes cortou cabeças dos profissionais que pensavam “ok, não consegui uma boquinha na super-esquerda Globo mas estou na imitação meia-esquerda”. Doce ilusão. A CNN tá arrumando a mochila pra voltar aos EUA. Publicidade virtual mal-e-mal sustenta mídias sociais. As globais de massa, caríssimas, não têm onde arrumar grana. Exceção da Globo que se pendura nas tetas oficiais. Bye bye CNN. Sua ausência preenche uma lacuna na imprensa nacional falida, mal escrita e sem futuro (viram que o Estadão agora tem tamanho fisico de tablóide? Tinha época que o jornalão de domingo vinha com 200 pgs!)

  20. CNN visivelmente parcial nas eleições, sempre detonou o Pres. Bolsonaro. Certamente, vários daqueles demitidos são lulistas, de forma que… FAÇAM UM “L”.

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