Luiz Philippe de Orleans e Bragança: ‘Gostaria que o TSE provasse que não há fraude’

'É muito mais fácil fraudar o sistema brasileiro', afirma o deputado do PSL em entrevista ao Opinião no Ar, da RedeTV!
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O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) participou do <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) participou do Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista ao programa Opinião no Ar exibido pela RedeTV! nesta terça-feira, 1º, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) defendeu o voto auditável e criticou o sistema de votação no Brasil, que, em sua avaliação, não tem total transparência. Segundo o parlamentar, “o poder não deixa vácuo”, e há possibilidade de uma manipulação das eleições no Brasil.

Silvio Navarro, editor-executivo de Oeste, e Rodrigo Constantino, colunista da revista, participaram da entrevista. O programa é apresentado por Luís Ernesto Lacombe e também conta com a participação da jornalista Amanda Klein.

Leia também: “A polícia da informação”, reportagem de Branca Nunes e Augusto Nunes publicada na Edição 60 da Revista Oeste

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“O poder não deixa vácuo. Ele é preenchido. Se existe esse poder do TSE [Tribunal Superior Eleitoral] de manipular as eleições sem transparência nenhuma, sem qualquer auditabilidade ou contagem pública, mais uma vez tem um vácuo. Eu gostaria que o TSE provasse que não há fraude”, afirmou Orleans e Bragança. “Em todas as eleições, inclusive nos Estados Unidos, todo sistema eleitoral é falho. Todos são suscetíveis a falhas. A grande distinção é exatamente a auditabilidade, o fato de ser transparente a contagem.”

Segundo o deputado, a centralização do TSE sobre o sistema eleitoral brasileiro é um dos fatores que levam à possibilidade de fraude. “É muito mais fácil fraudar o sistema brasileiro porque existe essa centralização. E o fato de você não ter nenhum recurso para dar transparência a esse processo. Temos a tempestade perfeita para preencher o vácuo de poder e você manipular uma eleição”, avalia.

Manipulação da informação

Durante a entrevista, Luiz Philippe de Orleans e Bragança também afirmou que existe hoje, no Brasil e no mundo, um “movimento político” para manipular a informação e estigmatizar, sobretudo, políticos e partidos conservadores e beneficiar progressistas. Essa ação, segundo o deputado, envolveria grupos políticos, empresariais, de comunicação e as big techs, entre outros.

Leia mais: “O Brasil que a imprensa não vê”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 59 da Revista Oeste

“A opinião pública não é perfeita, é baseada em uma série de informações limitadas. […] Em cada situação existem grupos de interesse com muita força de propagação da informação do seu viés”, afirmou. “Você gera uma série de distensões na opinião pública, e isso gera uma dúvida.”

Para Orleans e Bragança, “qualquer canal de mídia hoje é influente”. “Eu vejo assim: ação de grupos de interesse e o que está por trás do jogo. Temos um jogo muito mais obscuro que começa a vir à tona”, disse o deputado. “Temos um movimento político. Por ser um movimento, é muito mais difuso e difícil você pontuar quais são os tentáculos desse movimento. E ele age como um cartel.”

Leia também: “Checadores de ideias”, reportagem de Ana Brambilla publicada na Edição 55 da Revista Oeste

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4 comentários

  1. Revista Oeste, divulgue com urgência o que é o voto impresso, única forma de AUDITAR urnas eletrônicas, e avisem os ministros do STF, que o voto impresso ‘NÃO VIOLA O SIGILO E A LIBERDADE DO VOTO, porque não é levado pelo eleitor para comprovar coisa nenhuma. Vale dizer que em artigo pg. A2 do Estadão de 23/04, o ex ministro e presidente do STF dr. Carlos Velloso, afirmou que o voto impresso serve para comprovar ao politico corrupto o voto comprado. Enorme desinformação, por não conhecer a LEI ou por má fé (FAKE). É importante que todas as possibilidades de tumultuar o processo, devam ser impedidas, como o alerta ao eleitor que alegar que o voto impresso não é o mesmo que o eletrônico. Nesses casos não devera ocorrer intervenção dos mesários e tampouco da URNA, apenas identificar ao eleitor que essa urna será AUDITADA e caso não se encontre diferença entre o voto eletrônico e o impresso, o eleitor devidamente identificado poderá sofrer punição.

  2. Um lado já provou com todas as letras que a fraude é possível (e muito provável). Resta agora aos “iluminados”, provarem o contrário. O voto pode ser eletrônico, impresso e auditável PUBLICAMENTE. Não basta um meia dúzia de técnicos fechados em uma sala para fazer essa “auditoria”, ela tem que ser PÚBLICA.

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