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‘O mocinho está sendo tomado como bandido’, diz Marco Aurélio sobre cerco a Moro

Ministro do Supremo Tribunal Federal se diz 'perplexo' com decisão do colega Edson Fachin de anular condenações de Lula
Ministro Marco Aurélio Mello, do STF, criticou decisão monocrática de Fachin
Ministro Marco Aurélio Mello, do STF, criticou decisão monocrática de Fachin | Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a decisão do colega Edson Fachin, que anulou as condenações impostas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato. O magistrado também defendeu o ex-juiz Sergio Moro, alvo de um julgamento sobre suspeição retomado nesta semana pela Segunda Turma da Corte.

“O que me assusta é o que o herói nacional, o mocinho, está sendo tomado como bandido. O ex-juiz Sergio Moro. Isso não se coaduna com o Estado democrático de direito”, afirmou Marco Aurélio em entrevista à Época. “Mantemos diálogos com o Ministério Público [MP]. Nos 42 anos, mantive diálogo com membros do MP e advogados de qualquer das partes. Isso é normal.”

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Ainda segundo o ministro do STF, o “único erro” cometido por Moro “foi ter deixado um cargo efetivo, com direito à aposentadoria, para ser auxiliar de um presidente da República”.

“Estou perplexo diante da decisão do ministro Edson Fachin de anular os processos-crime depois de os processos terem percorrido todas as instâncias”, prosseguiu Marco Aurélio.

O magistrado criticou também o fato de Fachin ter decidido de forma monocrática pela anulação das condenações de Lula, sem submeter o habeas corpus do ex-presidente ao plenário do STF. “A decisão do ministro Fachin é uma decisão individual, impugnável ainda. Se já fosse de colegiado, aí haveria prejuízo. Mas é decisão individual. Eu, por exemplo, não julgo individualmente habeas corpus.”

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