Operação-padrão nas alfândegas atrasa importações

A movimentação dos auditores fiscais da Receita Federal aconteceu depois de o Congresso aprovar o Orçamento para 2022
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Com a operação-padrão, iniciada no último dia 27, a tendência é uma lentidão na liberação de mercadorias
Com a operação-padrão, iniciada no último dia 27, a tendência é uma lentidão na liberação de mercadorias | Foto: Divulgação

Empresas importadoras já estão reclamando de atrasos na entrada de mercadorias depois dos auditores fiscais adotarem uma “operação-padrão” nos processos de liberação de cargas de importações em aeroportos, portos e fronteiras.

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal (Sindifisco), há registros de reclamações em Santos (SP), Manaus (AM), Uruguaiana (RS) e Foz do Iguaçu (PR).

A liberação de mercadorias de importações nas alfândegas tem levado mais tempo desde que o Sindifisco aprovou a chamada operação-padrão nos postos aduaneiros. Esse processo consiste na fiscalização mais lenta e com maior rigor.

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Com a operação-padrão, iniciada no último dia 27, a tendência é que a lentidão na liberação de mercadorias cause desabastecimento no mercado.

Os trabalhadores exigem que o governo regulamente o bônus de eficiência da categoria, abra concurso público para recompor os quadros do órgão e reveja o congelamento de salários, que não são reajustados desde 2016.

A movimentação dos auditores fiscais aconteceu após o Congresso aprovar o Orçamento para 2022. Deputados e senadores atenderam ao pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL), que contemplou os policiais com aumento de salário.

“A operação-padrão nos portos, aeroportos e fronteiras é o último recurso dos auditores fiscais para que ele dê a devida importância à fiscalização tributária aduaneira do país”, disse o presidente do Sindifisco Nacional, Kleber Cabral.

Leia também: “Servidores, a casta privilegiada não atingida pela crise”, artigo publicado na Edição 8 da Revista Oeste

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