Organização do Prêmio Jabuti explica que ‘cadastro detalhado’ busca aumentar a ‘diversidade’

Artigo publicado em Oeste mostrou que o regulamento do concurso pede que o autor declare cor e condição sexual no momento da inscrição
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Foto: Marisa Sias/Pixabay
Foto: Marisa Sias/Pixabay

Na semana passada, Oeste publicou um artigo intitulado “Um Prêmio Jabuti para o coitadismo literário”, do escritor Marcelo Mirisola. O texto revela que os autores interessados na premiação agora devem declarar sua cor e condição sexual no ato da inscrição.

“Ou seja, logo de cara, o Jabuti deixa evidente que o racismo e o sexismo são pré-requisitos e critérios de eliminação”, observa Mirisola. “Note que estamos falando de um prêmio literário. Não se trata de um concurso público no qual, talvez por questões relacionadas a políticas públicas, cotas possam fazer algum sentido. Tratamos de abstração. De subjetividade. De nuvens.”

Nesta segunda-feira, 16, a assessoria de imprensa da Câmara Brasileira do Livro, responsável pelo Jabuti, enviou algumas explicações sobre o tema. Primeiro, afirmou que o pedido dessas informações não começou neste ano, mas em 2021. Depois, confirmou que o objetivo de ter um cadastro mais detalhado é “implementar possíveis ações que promovam cada vez mais a diversidade”.

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Segue abaixo a nota completa da Câmara Brasileira do Livro:

“Desde 2021, o cadastro de inscrição do Prêmio Jabuti inclui as informações sobre naturalidade, gênero, raça, faixa etária, local de residência, além de outros dados. O Prêmio Jabuti utiliza a metodologia do IBGE para apontar as sugestões de resposta sobre gênero e raça e o preenchimento desses campos é facultativo. O objetivo de ter um cadastro mais detalhado é mapear o perfil dos inscritos para implementar possíveis ações que promovam cada vez mais a diversidade do mais importante prêmio do livro brasileiro. As informações coletadas no formulário de inscrição têm caráter sigiloso e estatístico.”

Clique aqui e leia o artigo “Um prêmio Jabuti para o coitadismo literário” na íntegra.

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7 comentários Ver comentários

  1. Sempre inscrições para premiações devem ser impessoais, sem identificação de autoria. A análise é da obra e não de autor, esse necessariamente é desconhecido do juri.
    Agora parece que temos uma inversão total, inclusive de perfil racista e sexista.
    Tá tudo virando piada de mal gosto.

    1. É de uma imbecilidade a toda prova a tentativa de justificar o injustificável: o que tem a ver o mérito de ganhar um prêmio literário com a tonalidade da pele e a orientação sexual do escritor? Se é só para promover mais “diversidade”, deveriam cadastrar também o número do calçado, se usa barba ou não, se usa maquiagem, se pinta o cabelo, peso e altura, circunferência abdominal e outros fatores que diferenciam as pessoas, os quais influenciam a capacidade literária tanto quanto a cor da pele ou a sexualidade, ou seja, absolutamente NADA! Haja hipocrisia!!!

  2. E o Brasil não quer eliminar o preconceito? O que tem a qualidade da obra de um autor a ver com sua cor ou sua condição sexual? O Michael Jackson reponderia branco e pedófilo? Parem com esse NONSENSE e voltem a ter bom senso: quanto menos vcs falarem a respeito menos os cretinos se sentirão empoderados para fazer o que eles acham correto. E os cretinos não têm limites

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