Organizações criam plataformas para alertar sobre golpes de leilões

Em 2020, mais de 50 mil brasileiros tiveram contato com sites falsos
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As plataformas são fruto de uma parceria entre Aleoesp e InnLei
As plataformas são fruto de uma parceria entre Aleoesp e InnLei | Foto: Ekaterina Bolovtsova no Pexels

Uma parceria entre a Associação dos Leiloeiros Oficiais do Estado de São Paulo (Aleoesp) e o Instituto Nacional de Leiloeiros, Ciência e Tecnologia (InnLei) criou um conjunto de plataformas que informa quais são os sites falsos que aplicam golpes em leilões no Brasil. Os canais de denúncias contam com a participação de vítimas, que podem relatar os crimes sofridos.

A iniciativa da Aleoesp e da InnLei surge em um momento em que os golpes de leilões falsos ganham sites próprios na internet brasileira. Em 2020, mais de 50 mil brasileiros tiveram contato com falsos sites de leilões, de acordo com pesquisadores do laboratório de pesquisas em segurança cibernética da empresa brasileira PSafe. Segundo o grupo, foram encontrados mais de 800 sites falsos.

Para Anderson Lopes de Paula, leiloeiro oficial de leilões judiciais e extrajudiciais, a iniciativa da Aleoesp e da InnLei pode evitar que mais pessoas caiam em golpes e também contribuir com um maior número de denúncias, para que seja possível chamar a atenção das autoridades.

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“O sucesso das plataformas depende da participação ativa dos brasileiros, que devem reportar as denúncias, prestando máxima atenção à ação de golpistas”, disse De Paula.

No site da Aleoesp, é possível encontrar uma lista de endereços na internet que fazem leilões falsos. Ela é composta de denúncias anônimas sobre os sites. “A organização averigua o site informado e, se comprovada a denúncia, adiciona o site golpista para a consulta”, afirmou De Paula.

Como não cair em golpes

De acordo com De Paula, os leilões, em formatos tradicionais, digitais ou híbridos — on-line e off-line —, ganharam força durante a pandemia de covid-19, quando muitos brasileiros buscavam encontrar um caminho para investir. 

“A modalidade tem sido vítima dos crimes cibernéticos”, disse De Paula. “Os criminosos encontraram uma brecha fácil para enganar pessoas, motivo pelo qual é necessário ter atenção redobrada, especialmente para atividades digitais.” 

Para De Paula, o primeiro cuidado a ser observado diz respeito aos endereços de sites com a extensão “com/br” que, em grande maioria, são sites falsos de leilão. 

“É comum que o site falso utilize o nome de uma empresa para dar credibilidade e impressão de falsa segurança”, disse. “Sempre nos sentimos mais seguros ao negociar com um CNPJ, mas não se engane, se o leilão é falso, a empresa também será.”

Nome do leiloeiro

De Paula destaca que o fato de um site mostrar o nome de um leiloeiro não significa que ele necessariamente faça parte do site. O nome do leiloeiro oficial fica exposto em documentos, sites e em várias instituições. 

“Os criminosos utilizam o nome dos leiloeiros para aplicar golpes”, disse. “Desconfie sempre e entre em contato com o leiloeiro em questão antes de se cadastrar para participar de qualquer evento.”

Atenção no edital

De Paula explica que todo leilão deve ter um edital bem escrito e conter, dentre as regras de funcionamento, as informações exatas sobre o leilão, como data, horário, local e nome do leiloeiro responsável. 

“Ainda assim, é importante consultar o nome do leiloeiro nas Juntas Comerciais dos Estados para saber as informações e tirar dúvidas.”

Nos sites da Aleoesp e da InnLei, é possível encontrar todas as recomendações. 

Com informações do Estadão Conteúdo

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3 comentários Ver comentários

  1. A culpa não é dos leiloeiros, mas de grupos organizados que com alguma conivência blindam os itens vantajosos. Vendas relâmpagos protegem os lotes qdo o preço desejado (diferente do de partida) não é alcançado.

  2. Agora imagina só: se leilão oficial e legal já é ultra-chavecado (um neófito não compra nada barato, sempre vai pagar+ caro que o mercado, já conferi pessoalmente), imagina só o ilegal.

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