Os artistas no caminho da alucinação

Em sua coluna na Edição 57 da Revista Oeste, J. R. Guzzo lembra que os artistas jamais deram cinco minutos do seu tempo para entender um mínimo a respeito dos assuntos sobre os quais têm posições tão extremadas
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'Os artistas não precisam pensar em nada para assinar qualquer folha de papel que acham rentável para a sua imagem'
'Os artistas não precisam pensar em nada para assinar qualquer folha de papel que acham rentável para a sua imagem' | Foto: Reprodução

Em sua coluna na Edição 57 da Revista Oeste, J. R. Guzzo trata dos artistas e atrizes do cinema norte-americano — sempre os mesmos — que continuam indignados com o Brasil, o governo brasileiro e os incêndios na Amazônia.

“Desta vez, os artistas vêm com exigências extras. Além de acabar com os incêndios na mata, o Brasil tem de se comprometer também com o respeito aos ‘direitos humanos’ — sem maiores informações sobre onde e como esses direitos estariam sendo concretamente desrespeitados no presente momento”, afirma Guzzo.

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Leia outro trecho:

“Querem, enfim, que ‘os índios’ recebam mais proteção e ajuda do poder público. De novo, não se diz o que teria de ser feito, e não se leva em conta que as terras reservadas aos índios no Brasil já somam hoje quase 1.200.000 quilômetros quadrados, ou cerca de 14% de todo o território nacional — isso para uma população de 800.000 pessoas, no máximo, das quais mais de 300.000 vivem em áreas urbanas. Mais de 400 das 700 reservas estão justamente na Amazônia, onde ocupam acima de 20% do território total. Nenhum país tem tanta terra assim para as chamadas populações indígenas. Fazer mais que isso?

Os artistas, aí, estão no caminho da alucinação. Quais países, entre os 200 que formam o planeta, poderiam se comprometer com o tipo de coisa que eles estão exigindo? Está certo que tratem o Brasil como uma republiqueta, até porque não sabem direito o que é o Brasil — mas há coisas que nem a republiqueta mais ordinária consegue topar. Dizer o quê? É assim mesmo que uma atriz ou um ator norte-americano funciona, em condições normais de temperatura e pressão, quando quer se meter com política. Como suas almas gêmeas das empresas gigantes de tecnologia, que querem ir morar na Lua e salvar a humanidade de tudo o que desaprovam, trata-se de milionários à procura do que fazer em benefício do bem universal.”

Revista Oeste

Além do artigo de J. R. Guzzo, a Edição 57 da Revista Oeste traz reportagens especiais e textos de Silvio Navarro, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Ubiratan Jorge Iorio, Dagomir Marquezi, Rodrigo Constantino, Evaristo de Miranda, entre outros.

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