Pazuello sabe que ‘cometeu um erro’ ao ir a ato com Bolsonaro, diz Mourão

Vice-presidente da República lembra que regulamento interno do Exército impede participação de generais da ativa em manifestações políticas
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O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, criticou participação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em ato de Jair Bolsonaro com motociclistas
O general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, criticou participação do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello em ato de Jair Bolsonaro com motociclistas | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira, 24, que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello sabe que “cometeu um erro” ao participar do ato de ontem envolvendo o presidente Jair Bolsonaro e motociclistas, no Rio de Janeiro. Como noticiamos, Pazuello subiu no carro de som e ficou ao lado de Bolsonaro.

“Eu já sei que o Pazuello já entrou em contato com o comandante informando, colocando a cabeça dele no cutelo, entendendo que ele cometeu um erro”, afirmou Mourão a repórteres na chegada ao Palácio do Planalto nesta manhã. Pazuello é general da ativa e, segundo regras do Exército, não poderia ter participado de um ato político.

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Leia mais: “Em ato com motoqueiros, Bolsonaro ataca governadores: ‘Tentativa de início de ditadura’”

“É provável que seja [punido]. É uma questão interna do Exército. Ele também pode pedir transferência para a reserva e atenuar o problema”, prosseguiu o vice-presidente ao comentar a situação de Pazuello. “Acho que o episódio será conduzido à luz do regulamento. Isso tem sido muito claro em todos os pronunciamentos dos comandantes militares e do próprio ministro da Defesa.”

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11 comments

  1. Qual a de Hamilton Mourão? Tenho saudades dos militares de 1964. Aqueles, sim, eram militares de brio, horavam a farda que vestiam, e defendiam a bandeira nacional. Os de hoje…

  2. Tem que ser muito enviesado pra transformar um ato cívico e democrático em ato político. Esse viés escapista e isentão do Exército é o que nos fez cjegar o de chegamos. Ser general hoje é quase sinônimo de ser frouxo.

  3. Quando ele foi na CPI foi como ex-ministro da Saúde. Quando subiu no caminhão com seu Comandante-em-Chefe também foi como seu ex-ministro da Saúde. Ele não estava na CPI como General, nem lá no Rio. Se não for assim tem que também mandar prender o Aziz e o Renan por ofender a honra de um General do EB.

  4. Quando Mourão fez coisa parecida, com um pronunciamento político no tempo da Dilma, foi para a reserva e virou vice-presidente da República. Quem sabe a história se repita com o Pazuello, e o Brasil, a partir de 2022, passe a ter um vice leal ao presidente da República?

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