Pesquisadores da Capes anunciam renúncia coletiva

Eles divulgaram uma carta pública criticando o comando da instituição
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Mais de 30 pesquisadores da Capes renunciaram nesta segunda-feira, 29
Mais de 30 pesquisadores da Capes renunciaram nesta segunda-feira, 29 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Mais de 30 pesquisadores das áreas de Matemática, Probabilidade e Estatística (Mape) e de Física da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) anunciaram renúncia coletiva nesta segunda-feira, 29.

Em uma carta pública, os pesquisadores acusam o órgão de não respaldar o trabalho de avaliação feito por eles e criticam a presidência da Capes por não defender a Avaliação Quadrienal da pós-graduação, suspensa por decisão da Justiça em setembro.

Formalmente, apenas seis coordenadores das áreas têm mandato de quatro anos. Os outros pesquisadores atuam como consultores na avaliação quadrienal. Ao todo, 34 pessoas renunciaram.

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Em setembro, a Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou a suspensão da avaliação de cursos de pós-graduação feitos pela Capes, sob alegação de que a instituição não poderia aplicar retroativamente mudanças nos critérios avaliativos.

“Assim como diversos colegas, acreditamos que a Capes não tem se esmerado na defesa da sua forma de avaliação”, diz o documento. “Isso ficou patente nas várias manifestações da presidência e contrasta fortemente com os posicionamentos favoráveis à retomada da avaliação vindos de diversas entidades, desde a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) até a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.”

Na carta, os pesquisadores afirmam ainda: “Chama-nos a atenção que a recente tentativa de suspensão da liminar tenha sido apresentada pela Capes sem nenhuma urgência, apenas depois de dois meses”.

Segundo os signatários do documento, somente depois de apresentar um novo edital de Apresentação de Propostas de Cursos Novos (APCN) a Capes discutiu o tema com os pesquisadores.

“A presidência da Capes também trouxe à baila o assunto de Ensino à Distância (EaD). Fomos instados a escrever novos documentos a respeito em um prazo de dois dias úteis, depois estendidos em mais uma semana”, afirmam. “No entanto, estabelecer parâmetros para a expansão com qualidade do EaD não é tarefa para uns poucos dias de trabalho.”

Com informações do jornal O Globo

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14 comentários Ver comentários

  1. “É uma boa tatica dizer pra midia que destruiu a mão do maguila com a boca, e sujou ele todo de sangue” tudo só pra não sentir vergonha.
    Todos sabemos que o Governo está fazendo uma “desPeTização” dos mais de 15mil cargos sem concurço publico, todos comicionados indicados por politicos, antes de serem botados pra fora na base da botinada eles anunciam como se tivessem saindo vitoriosos de cabeça erguida.

  2. Se fossem demitidos diriam que é perseguição. Mas, eles próprios estão pedindo demissão quando deveriam ter essa solução quando trocou o governo. Os petistas estão saindo fora dos órgãos públicos por conta própria

  3. Fácil renunciar ao cargo comissionado, mas permanecer no serviço público porque concursado com estabilidade e, muitas vezes, sem qualquer prejuízo financeiro. Quero ver é esse pessoal pedir exoneração do serviço público.

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