PF não encontra Carlos Wizard em casa

Em 14 de junho, os advogados do empresário avisaram que ele estava fora do Brasil
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O empresário Carlos Wizard
O empresário Carlos Wizard | Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira, 18, a Polícia Federal compareceu no endereço de Carlos Wizard em Campinas (SP) para cumprir um mandado de condução coercitiva e levá-lo para prestar depoimento à CPI da Covid, em Brasília. Ele, entretanto, não foi encontrado em casa. Um funcionário que estava no imóvel disse que não vê o patrão há tempos. De acordo com o relatório dos agentes, o empresário viajou para o México em 30 de março e, desde então, não há registro de seu regresso.

No último dia 14, os advogados de Wizard avisaram que ele não estava no Brasil. Na data, os defensores informaram que seu regresso do exterior não poderia ocorrer em tempo hábil para comparecer ao Senado no dia 17 — data marcada pelos membros da CPI para ele depor.

A defesa pediu que o depoimento fosse realizado de modo remoto. O argumento utilizado foi que, por estar nos Estados Unidos, o empresário precisaria fazer uma quarentena de 14 dias em um terceiro país antes de voltar. O pedido foi negado pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM).

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Os senadores querem interrogar Wizard sobre sua atuação junto ao governo federal no combate à covid-19. Em junho de 2020, o empresário foi cotado para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde — época em que ele se manifestou favoravelmente ao uso de cloroquina no tratamento de quadros leves da covid-19.

Leia também: “CPI da Covid: depoimentos de Wizard e auditor do TCU foram adiados”

 

 

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7 comentários

  1. Se as datas e atuações dos advogados do empresário forem verdadeiras, a CPI com associação inescrupulosa de um ministro do STF é ato ditatorial. Como conduzir coercitivamente e capturar o passaporte sem que ele negasse comparecer ou dar depoimento? Essa história deve ser melhor esclarecida já que não é possível que um ministro do STF não soubesse que o empresário não estava no Brasil e se ofereceu a prestar esclarecimento em vídeo? Tem alguma coisa estranha aí.

  2. O objetivo da quadrilha que o intimou a comparecer pessoalmente é humilhação apenas, pois não querem ouvir ninguém, pois se quisessem saber o que o depoente teria a dizer, o deixariam falar sem interromper a cada dez segundos, ou então fazer perguntas em que mesmo que o depoente dissesse tres vezes a resposta correta, ouvir de um senador idiota de que este não sabia a resposta, ou então fazer pergunta estúpida de relação da população brasileira em relação a mundial, receber resposta correta em avos e o senador dizer estar errada pois não veio em percentagens, ou então, fazer uma pergunta e quando o depoente começar a responder, ser interrompido com outra questão dizendo não estar interessado no que o depoente teria a dizer, ou então o relator se recusar a ouvir pois o assunto séria contrário a suas convicções e por aí vai, se eu fosse chamado, também não iria, ponto final.

  3. Não encontrou? Sério? Deve ser porque ela não estava no país por assuntos particulares, como afirmou. Por que um empresário sério iria fugir daqueles vagabundos??

  4. É nauseante ver o Barroso participar do circo da CPI formada por VAGABUNDOS CORRUPTOS, autorizando coerção ao depoente que não se negou a depor, que solicitou fazê-lo virtualmente. A militância política dominou o STF e cegou o Barroso. Que desastre!

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