PF não indicia suspeito por ameaças contra membros da Anvisa

Delegado decidiu não indiciar o homem que teria ameaçado os membros da agência sanitária
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Polícia Federal concluiu o inquérito que apurava ameaças contra servidores da Anvisa
Polícia Federal concluiu o inquérito que apurava ameaças contra servidores da Anvisa | Foto: Reprodução/Mídias sociais

A Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito sobre as supostas ameaças feitas contra servidores e diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A investigação foi aberta na quarta-feira 15, um dia antes de a Anvisa ter autorizado a vacinação contra a covid-19 de crianças de 5 a 11 anos. Havia indícios de que as ameaças tenham se intensificado depois dessa decisão do órgão.

Segundo a conclusão da investigação, houve, de fato, ameaças a integrantes da agência. “Restou claro que o ‘estabelecimento’ prolatado […] seria mais que uma ameaça, mas uma certeza de que o mal injusto e grave ocorreria”, diz a PF.

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No entanto, o delegado Tarcísio Júnior Moreira decidiu não indiciar o homem que teria ameaçado os membros da Anvisa, por entender que se trata de um crime de menor potencial ofensivo. O relatório da investigação foi encaminhado à Justiça Federal do Distrito Federal “para tomada das medidas que melhor convierem à Justiça”. Caberá ao Ministério Público Federal (MPF) denunciar ou não o investigado.

As ameaças

No domingo 19, a Anvisa pediu a investigação das supostas ameaças, em ofícios encaminhados ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à própria PF e à Superintendência da PF no Distrito Federal.

Nos documentos, os diretores da Anvisa afirmam que foram “surpreendidos com publicações nas mídias sociais na internet de ameaças, intimidações e ofensas por conta da referida decisão técnica”.

“Esses fatos aumentaram a preocupação e o receio dos diretores e servidores quanto à sua integridade física e à de suas famílias e geraram evidente apreensão de que atos de violência possam ocorrer a qualquer momento”, diz a agência.

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