Presidente do CFM reitera defesa da autonomia médica e afirma que a cloroquina não deve ser descartada

'Não dá para dizer que as drogas são ineficazes', disse Mauro Ribeiro
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Mauro Ribeiro criticou politização do tratamento precoce
Mauro Ribeiro criticou politização do tratamento precoce | Foto: Divulgação/EMS

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, voltou a advogar em prol da liberdade dos profissionais da saúde. “Defendemos, sim, a autonomia do médico. Um princípio hipocrático, e vamos defender sempre”, reiterou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada na sexta-feira 8. Na semana passada, Ribeiro se tornou alvo da CPI da Covid por suas posições.

Ribeiro tem sido alvo de ataques da esquerda depois de não condenar, tampouco apoiar, a terapêutica precoce para a covid-19. “O tratamento das doenças está sendo criminalizado no Brasil”, disse. “Os jornalistas dão opiniões definitivas, os políticos dão opiniões definitivas. O único que não está sendo ouvido é o médico brasileiro”, afirmou, ao mencionar que se pauta na ciência.

Interpelado sobre comunicados de agências internacionais contra o uso de remédios como a hidroxicloroquina, Ribeiro disse que respeita, mas entende ser legítima a discussão. “Não dá para dizer que as drogas são ineficazes”, observou. “É um excesso de retórica que não tem correspondência na realidade. Estamos falando de drogas seguras, usadas há 40, 60, 70 anos.”

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Segundo Ribeiro, metade da população brasileira quer fazer o tratamento, conforme pesquisa do CFM. “Metade da classe médica acredita no tratamento”, assegurou. “Uma coisa é estarmos aqui no ar-condicionado, sem estresse, discutindo sobre o tratamento. Outra coisa é estar na UPA, com um paciente chorando na nossa frente. Temos que levar em conta o médico na ponta.”

Leia também: “A solução que venceu a ideologia”, reportagem publicada na Edição 3 da Revista Oeste

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