‘Representatividade importa’, diz Grupo Boticário ao boicotar o termo Black Friday

Empresa afirma que "pessoas e movimentos não se sentem à vontade" com o nome
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Foto: Divulgação/Canva | black friday - grupo botiário

Empresa afirma que “pessoas e movimentos não se sentem à vontade” com o nome

black friday - grupo botiário
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Um dia após o CEO Artur Grynbaum anunciar que o Grupo Boticário deixará de utilizar o nome Black Friday ao se referir à data promocional, a marca usou as redes sociais para confirmar a medida. De acordo com postagem divulgada na tarde desta quarta-feira, 30, a ação se faz necessária para demonstrar “respeito” a todas as raças e etnias.

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“Não vamos mais usar o termo Black Friday porque parte das pessoas e movimentos não se sente à vontade com seu uso. Essa não é uma ação pontual e sim parte de um movimento maior: representatividade importa”, publicou a rede em seu perfil no Twitter. Dessa forma, a Black Friday chega ao fim para as sete marcas da companhia: O Boticário, Eudora, Quem Disse Berenice, Beautybox, Vult, Multi B e Beleza na Web.

Ao divulgar pelas redes sociais que atua contra o racismo, a equipe do Grupo Boticário afirma que, atualmente, mais de 40% dos funcionários da rede são negros. Em cargos de liderança, a corporação garante que mais de 30% dos postos ficam sob responsabilidade de profissionais negros. Contudo, não foi divulgada a etnia de quem compõe o conselho de administração da empresa.

Processo?

A ação adotada pelo Grupo Boticário parece não ter sido bem-aceita pelo público. Com baixo nível de engajamento, os seis comentários registrados até o momento no Twitter são críticos à medida. Nesse sentido, o internauta Adriano dos Santos ironizou a situação. Afinal, a empresa não fará mais campanha de Black Friday, mas segue com produtos tendo black no nome, caso de linha da colônia Uomini. “O nome desse produto é racista”, afirmou.

O consumidor Jandson Rodrigues foi além. Com produtos ainda mantendo black em seu nome, ele, em aparente tom irônico, avisou que vai acionar o Grupo Boticário na Justiça. “Vamos retirar o termo black de todos os produtos, tipo Uomini Black, Malbec Black; achei ofensivo e vou processar vocês”, publicou.

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