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Sem liberação da Sputnik V, dono da União Química acusa Anvisa de favorecer Doria, PT e PCdoB

Fernando Marques afirma que se sentiu 'humilhado' em reunião com Antônio Barra Torres, presidente da agência reguladora
Negociações para aprovação da vacina russa estão travadas na Anvisa
Negociações para aprovação da vacina russa estão travadas na Anvisa | Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo

Com as negociações travadas entre a União Química e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em torno da aprovação da vacina russa Sputnik V, contra a covid-19, o dono do laboratório, Fernando Marques, gravou um áudio em que dispara críticas e acusações contra a agência reguladora sanitária.

A mensagem, de pouco mais de dois minutos de duração, foi inicialmente enviada ao empresário Luciano Hang, proprietário das lojas Havan, mas o jornal O Estado de S.Paulo obteve o áudio. Segundo a publicação, a mensagem também chegou ao presidente Jair Bolsonaro.

Leia mais: “Alemanha, Espanha e França fecham acordo para produção de vacina russa”

“Eles [Anvisa] querem manter a coisa com a Fiocruz e com o Instituto Butantan. Butantan na mão do [João] Doria e Fiocruz na mão do PT, PCdoB. E, porra, não tem vacina, o povo está morrendo”, diz Marques na gravação.

O empresário também se disse “humilhado” em reunião com o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres. “É uma loucura. Eu estive com o Barra na semana passada. Ele só faltou me mandar acompanhar até o carro. Fui humilhado. Parece que é um criminoso alguém que quer trazer a vacina ao Brasil, que está sendo usada pelos russos, independente, em mais de 40 países”, afirma.

Em nota ao jornal, a Anvisa diz que a União Química apresentou “informações sobre qualidade, eficácia e segurança da vacina”, mas que o “relatório oficial não foi enviado”. Segundo a agência, “estão pendentes dados essenciais para a análise, que estão sendo discutidos entre as partes”.

Leia também: “Saúde anuncia compra de 10 milhões de doses da Sputnik V”

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2 comentários

  1. Essa afirmação da “Fiocruz na mão do PT, PCdoB” é o que sempre se ouviu. O Governo errou quando o Mandeta colocou todos os ovos nessa cesta … Em fevereiro de 2000 a Fiocruz queria o monopólio dos teste de Covid – 100 mil testes por mês por um absurdo de dinheiro.

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