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Um dos símbolos do jornalismo brasileiro, prédio da gráfica da Editora Abril vai a leilão

Construído em 1964, o local foi sede administrativa da empresa e endereço de suas principais redações por décadas
Prédio da Editora Abril, na Marginal Tietê
Prédio da Editora Abril, na Marginal Tietê | Foto: Divulgação/Editora Abril

Em janeiro deste ano, a Editora Abril anunciou o fechamento de sua gráfica, a maior da América Latina, que imprimiu por mais de 50 anos algumas das principais publicações do país. Nesta sexta-feira, 12, um anúncio de página inteira estampado na revista Veja divulgou o leilão do prédio localizado na Marginal Tietê.

Ponto histórico da cidade e símbolo do jornalismo brasileiro, o prédio tem mais de 55 mil metros quadrados de área construída numa área de quase 52 mil metros quadrados. Segundo o site Poder 360, o lance inicial será de R$ 110,5 milhões. Construído em 1964, o edifício onde ficava o parque gráfico da Abril foi sede administrativa da empresa e endereço de suas principais redações por décadas.

A Abril está em recuperação judicial desde 2018, quando a dívida da empresa somava R$ 1,6 bilhão. Ainda segundo o Poder 360, a Veja perdeu quase 300 mil exemplares impressos e digitais em 2020, uma queda de 52,2% em relação a 2019. Por muito tempo, a tiragem da revista superou 1 milhão de exemplares por semana. Em 2020, eram impressas, em média, menos de 150 mil cópias por edição.

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