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Câmara dos EUA aprova ‘impeachment’ de Trump

Processo contra o presidente norte-americano seguirá para o Senado

Processo contra o presidente norte-americano seguirá para o Senado

trump - impeachment - na Casa dos Representantes
Foto: Reprodução/YouTube

A maioria dos deputados dos Estados Unidos entendeu que o presidente Donald Trump incitou manifestantes a invadir o Capitólio na última semana e, assim, aprovou o pedido de impeachment contra ele. Em votação realizada na tarde desta quarta-feira, 13, a Casa dos Representantes se voltou contra o político republicano.

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Depois de duas horas de discussão, o processo de impeachment foi analisado pelo plenário da Casa dos Representantes — órgão legislativo similar à Câmara dos Deputados no Brasil. Em oposição a Trump, o Partido Democrata votou em massa contra Trump. Nenhum parlamentar da legenda opôs-se ao pedido de cassação do presidente norte-americano. Os 222 integrantes votaram “sim”.

Diferentemente dos democratas, o Partido Republicano não votou unido. Na agremiação política a que Trump pertence, a maioria absoluta votou favoravelmente aos interesses do presidente. Houve, contudo, dissidências. Dos 211 deputados da sigla, dez votaram junto com o bloco democrata. No total, 232 representantes fizeram com que o processo de impeachment avançasse no Congresso dos Estados Unidos, conforme informa o site do jornal The New York Times.

E agora?

Donald Trump, cujo mandato se encerrará em 20 de janeiro, seguirá como ocupante da Casa Branca. Com a aprovação pela Casa dos Representantes, o processo de impeachment será analisado pelo Senado dos Estados Unidos. Por lá, a votação não deve ocorrer antes da posse do democrata Joe Biden como presidente da República. Mesmo com a mudança no poder, o impedimento do republicano poderá ser analisado posteriormente, com os direitos políticos de Trump ficando em jogo. No Senado, o impeachment só será aprovado em caso de maioria qualificada (dois terços). Ou seja: 67 dos 100 senadores precisam se voltar contra o mandatário republicano.

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4 comentários

  1. Não vou comentar o caso do Trump. O que me fascina, é a eficiência dos norte-americanos, resolvem um impeachment em apenas dois dias, o que aqui demora até mais de um ano! A estocadora-de-vento mesmo ficou 6 meses afastada mas antes disso se passaram pelo menos uns outros 6 meses e depois veio a votação que durou uns 2 meses para efetivar.

    1. Não é eficiência, é vilania. Como o mandato do Trump termina dia 20 de janeiro, o establishment comandado pela velhota velhaca Nancy Pelosi quer impor ao presidente uma última humilhação e, de quebra, tirá-lo do páreo em 2024. Pode ter certeza que movimento análogo ocorreria no Brasil com a mesma rapidez se o sistema reunisse os meios e um pretexto fajuto para tal. Só foi difícil tirar a Dilma devido ao aparelhamento promovido pelo PT ao longo de 13 longos anos.

    2. Comparação esdrúxula – o caso de Trump advém de claro desejo de vingança política e nada tem a ver com “due process” – como corretamente dito acima por Bruno, o único objetivo, agora que os Demoniocratas controlam tanto Câmara quanto Senado, é tirá-lo do páreo em 2024 de forma absolutamente ilegal, já que ele NUNCA pediu nem causou qualquer insurreição no Capitólio. Ademais, os protestos de Antifa/BLM, que foram infinitamente mais destrutivos e disruptivos, nunca receberam um pio de oposição dos mesmos Comuno-Democratas dos EUA.

      Tempos sombrios se anunciam; se a resistência conservadora no mundo ocidental não se mantiver unida, estaremos em breve submetidos a ditaduras esquerdopatas como nunca visto antes.

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