Carta ao Leitor - Revista Oeste

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Carta ao Leitor
A importância de nossa comunidade, a pauta da educação e o vigoroso espírito empreendedor do brasileiro
18 set 2020, 08:50

Com seis meses de atividade, a Revista Oeste, além de uma plataforma de conteúdo, tornou-se uma comunidade. Experimente ler os comentários postados pelos assinantes às matérias e aos artigos de cada edição. Você comprovará que temos, no ambiente destinado a discussões, o empenho pelo debate fundamentado em dados e argumentos sólidos, o senso de pertencimento a um grupo que compartilha valores básicos do liberalismo e das tradições judaico-cristãs, e o cuidado para que eventuais discordâncias sejam expostas elegantemente — com poucas exceções. Não é o que se vê por aí. A grande maioria dos veículos de comunicação, aliás, até deixou de publicar os comentários da audiência.

Com transparência, código de princípios divulgado no link nosso pacto e disposição incansável no exercício de um jornalismo que não encontra similares no país, a Revista Oeste já conta com assinantes em todos os Estados brasileiros e a cada dia pelo menos 50 novos juntam-se a nós. Ainda assim, para que possamos avançar no debate público e contribuir para mudanças efetivas no país, nossa comunidade precisa ficar maior. Por isso convidamos você a apresentar a Revista Oeste a familiares, amigos e colegas de trabalho. Fique à vontade para utilizar os instrumentos que julgar mais eficazes: redes sociais, grupos no WhatsApp e, por que não?, bate-papos à moda tradicional, olho no olho.

Não é propriamente utópica a ideia de que nossa comunidade venha a ser capaz, daqui a algum tempo, de influenciar decisivamente políticas públicas — na verdade, esse processo já teve início, graças ao compartilhamento de conteúdos.

Há muito a ser feito e, com a devida vênia para repetir um clichê, a educação tem de estar no topo das prioridades. A reportagem de Selma Santa Cruz apresenta um diagnóstico consternador. O Brasil gasta cada vez mais com educação e isso não se reverte em aumento da qualidade do ensino. A gestão é catastrófica, boa parte dos jovens é incapaz de fazer contas elementares e interpretar um texto simples. A pandemia do coronavírus ainda aumentará o gap entre estudantes de escolas públicas e privadas. Não haverá prosperidade sustentável se o país continuar no culto à ignorância.

Em contraponto à educação, o agronegócio só dá alegrias. A pecuária brasileira tornou-se benchmark global. Impressionantes 99% do rebanho são aproveitados. A chamada reciclagem animal produz farinhas para ração, fertilizantes, adubos, biodiesel, sabão, tintas, cosméticos, pneus, colágeno para medicamentos antiflacidez e muito mais. A editora Branca Nunes trabalhou num extraordinário panorama do segmento.

Na construção deste país que funciona e não nos envergonha, é indispensável que estejamos permanentemente atentos às ameaças à democracia. Embora a narrativa atual predominante dê conta de que essas ameaças vêm à direita, elas têm origem à esquerda. É o que o economista Rodrigo Constantino esclarece, com consistência, num artigo notavelmente bem escrito — como convém a um conservador exemplar.

Em sistemática oposição aos conservadores, os progressistas parecem testar nossa paciência a cada dia. Desta feita, o “mago” Paulo Coelho pregou boicote aos produtos brasileiros. Lá de sua mansão na Suíça, mandou recado para seus seguidores. “Tem gente que não entende por que o Paulo Coelho não pediu ao mundo que boicotasse o Brasil quando o PT estava depenando a nação — na época de ouro do talibanismo bandoleiro”, escreve Guilherme Fiuza, em mais um artigo brilhante e inimitável.

Caso venhamos a escapar das “magias” de Coelho, será conveniente estudar casos globais de sucesso em diferentes áreas. E, no que diz respeito à desburocratização do Estado, a grande referência é a Estônia. O jornalista Dagomir Marquezi nos oferece uma matéria de admirável clareza sobre o governo digital estoniano.

Embora seja muito difícil aproximarmo-nos da Estônia em inovação e tecnologia, nosso vigoroso espírito empreendedor não fica atrás. Ele tem sido, a propósito, o esteio da resiliência nacional a crises e à sanha controladora do Estado que corrói riquezas e distribui privilégios a seus operadores. Há um mecanismo invisível que faz o país avançar. O doutor em Economia Ubiratan Jorge Iorio compara o Brasil a um pugilista que toma socos e golpes violentos intermitentemente mas, ao cair, sempre busca forças para se levantar antes que o juiz conte até dez.

A luta não para. E nossa comunidade — a comunidade da Revista Oeste — está no combate. Você pode contribuir para que mais pessoas se juntem a nosso grupo.

Boa leitura.

Os editores.

 

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*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

17 Comentários

  1. É fantástica esta publicação. Simplesmente fantástica. Parabéns a todos que compõem a equipe.

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  2. Bom dia! Assinei a revista há um mês e meio, creio!

    Tenho certeza que vai se consolidar como referência do pensamento liberal econômico e do conservadorismo político, no Brasil!

    Estou no front na divulgação do veículo a amigos, colegas de trabalho e outros meios!

    Contem comigo!

    Viva a Oeste !

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    • Parabéns pelo excelente trabalho. Será que a oeste não poderia desencadear, junto a institutos diversos, eventos onde se discuta em.profundidade as mazelas da nossa educação? Colocar mesmo o dedo na ferida e mostrar que passado décadas de uma linha ideológica na educação o nosso pais se encontra na lanterna do.mundo; o problema não é só salarial. Nem financeiro. O Brasil investe cada vez mais porém os resultados sempre aquém. Discutir desempenho dos professores, gestão das escolas e universidades, estruturas pedagógicas e disciplinas claras para a comunidade da educação. Me refiro as regras para os alunos e avaliação de desempenho dos professores. Serem avaliados como qualquer profissional precisa ser avaliado. Fica a sugestão.

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      • Boa sugestão, Fred. Diga-nos também como fazer isso, já que a educação é o setor mais aparelhado, mais infestado de esquerdistas cujo objetivo é deseducar, mais sindicalizados os pelegos que atuam só na oposição ao governo e, pós-pandemia, fazem greve e resistem a voltar às aulas, sabendo que essa atitude prejudicará a todos os alunos, no corrente ano. O ex-ministro Abraham Weintraub já lutava contra todos os encastelados no ministério e nada conseguiu. Aliás, conseguiu sim. Ser expulso do país.

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      • Enfim um espaço para a inteligência e a coragem.

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  3. Assinante desde o primeiro número fico feliz a cada nova edição. Cada vez melhor. Parabéns. Só estou sentindo a falta do GUZZO.

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  4. Estão de parabéns. Uma excelente revista.

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  5. Diante a elogios carinhosos quanto aos eleitores que postam comentários, me senti inclusa. Realmente diante do respeito há incentivo para vir colocar minha opinião, sem constrangimentos.

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  6. Caros da Revista Oeste…Guzzo, Ana Paula, Fiuza e demais colaboradores!
    Saibam que sou assinante desde o primeiro numero e como sou membro do grupo de whats app da Revista, recebo periodicamente os links para as matérias! E o que faço eu? Mando para todos os meus contatos…só tenho recebido elogios e imagino que já tenha conseguido alguns assinantes também!
    É um prazer e uma honra servir a uma causa tão nobre!
    Sugestão aos demais leitores – façam o mesmo!
    Abraços!

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    • Mais uma edição excelente!
      Acompanho desde a primeira publicação.
      Apenas sinto falta dos textos do Guzzo, quando ele não publica.

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  7. Guzzo,
    Não te preocupes que essa revista só tende
    a crescer. Por sua qualidade !
    Eu, como muitos aqui, trocamos a Crusoé
    pela Oeste. Justamente pela linha editorial.
    Sabidamente, a classe média brasileira iden-
    tifica-se com vocês. Isto é tudo !

    Responder
    • Faço parte dos que trocaram.

      Responder
  8. Guzzo, Augusto Nunes, Ana Paula Henkel, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino e o restante do time de colunistas e redatores desta publicação trazem luz e verdade ao que acontece no Brasil de hoje. Que bom seria se a maior parte da mídia seguissem este exemplo. A Oeste de hoje faz-me sentir saudades do Estadão da minha infância e adolescência, da Veja dos anos 80 e 90, da Cruzoé dos três primeiros números e de tantos outros que foram se perdendo pelo caminho.

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    • pois é Wilson, também sinto saudades do Estadão, da Veja que não assino mais. Mas até que enfim encontramos a Revista Oeste! Vamos divulgar essa joia de imprensa. Vida longa aos colunistas. Que continuem na procura da verdade nos fatos.

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  9. Vamos tornar a Revista impressa…Padrão tipo Primeira Leitura… Papel encerado… Já nas bancas…

    Responder
  10. Vamoquevamo, a melhor revista de todos os tempos! A seleção de 70, só tem craque!

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  11. Fui assinante da Crusoé. Decepção é pouco. E ainda deu trabalho para conseguir cancelar a inscrição. Estou adorando a Oeste! Sou fã desse time. Espero muito que vcs não mudem a linha editorial.

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