China quer restringir as liberdades de Hong Kong - Revista Oeste

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Em Em 22 maio 2020, 11:42

China quer restringir as liberdades de Hong Kong

22 maio 2020, 11:42

Congresso chinês vai impor ao território uma lei de segurança nacional; opositores já mobilizam manifestações contra a medida

Carrie Lam

A chefe do executivo de Hong Kong, Carrie Lam | Foto: VOA/Wikimedia

A chefe do executivo de Hong Kong, um território semiautonomo da China, Carrie Lam, afirmou nesta sexta-feira, 22, que está disposta a “cooperar plenamente”  com o governo de Pequim sobre a Lei de Segurança Nacional que a China quer impor na ex-colônia britânica.

Como o temido por muitos hongkongers, nesta quinta-feira a Assembleia Nacional do Povo, o congresso chinês, anunciou que vai impor uma lei de segurança nacional, passando por cima da autonomia do território.

Com o anúncio, começaram a manifestar em Hong Kong convocações para novas manifestações, apesar de elas estarem proibidas devido à pandemia do coronavírus. Desde o ano passado uma série de protestos pró-democracia abalam o controle chinês na ilha.

Carrie Lam afirmou que o projeto “não afetará os direitos e liberdades legítimas do povo de Hong Kong”, de acordo com o G1. A oposição contesta, e afirma que é o mais grave ataque às liberdades no território desde que ele foi devolvido à China em 1997.

Para a chefe do executivo, que foi escolhida por Pequim, a interferência do governo central virou necessária em razão da violência dos protestos em Hong Kong.

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