Cresce a lista de empresários que estão de saída da Argentina

Edição da semana

Em 16 set 2020, 12:46

Cresce a lista de empresários que estão de saída da Argentina

16 set 2020, 12:46

Parte dos investimentos veio para o Brasil

cresce a lista

O presidente da Argentina, Alberto Fernández | Foto: REPRODUÇÃO/INTERNET

Em razão do isolamento social prolongado na Argentina, mais empresários estão de malas prontas para deixar o país governado pelos peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner. De companhias aéreas a empresas de autopeças, as filiais locais estrangeiras sairão do mercado local.

Neste ano, já são dez casos, de acordo com o jornal Clarín. A fabricante alemã de tintas para veículos Basf, por exemplo, transferiu sua produção para o Brasil, onde encontrou um mercado maior e mais estável para fazer investimentos, conforme noticiou Oeste, em julho deste ano.

Leia também: “No fim de semana, milhares de argentinos saíram às ruas contra o governo de esquerda de Fernández e Kirchner”

O mesmo caminho foi seguido pela americana Axalta e a empresa francesa Saint-Gobain Sekurit. Essa última, responsável por produzir para-brisas, fechou sua fábrica em Campana, na província de Buenos Aires, demitiu mais de 150 trabalhadores e transferiu a produção para o Brasil.

Embora não tenha anunciado novos investimentos aqui, a rede chilena de lojas de departamentos Falabella fechou pelo menos duas lojas na Argentina. E anunciou nesta semana que está buscando um parceiro para diminuir sua presença no país. A Walmart está na mesma situação.

Saiba mais

A saída de empresas também abrange os setores aéreo, de telecomunicações e têxtil. Uma das primeiras empresas a anunciar que deixaria o país foi a chilena Latam, que está encerrando a operação na Argentina, assim como Emirados e Air New Zealand.

No mercado de cabotagem, a Norwegian já havia cedido suas posições à Jetsmart. E há dúvidas sobre a continuidade da Flybondi em razão dos problemas no Aeroporto El Palomar. A Telefónica de España anunciou que também venderá as unidades que possui na Argentina.

Leia também: “Popularidade do presidente da Argentina despenca”

A empresa americana Nike também passará o desenvolvimento da marca no país a empresas locais. Do mundo da moda, Wrangler e Lee também anunciaram sua retirada, segundo o Clarín. Além disso, companhias brasileiras sediadas no país avaliam a possibilidade de seguir o mesmo caminho.

Entre outros problemas do mercado argentino estão o confinamento prolongado determinado pelo governo, tentativa de estatização do quarto maior exportador de soja do país, a Vicentín, congelamento de preços, alto índice de desemprego e problema do acesso ao mercado de câmbio.

TAGS

*O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

12 Comentários

  1. O que os argentinos esperavam de um presidente comunista? Fernandez e Kirchner são a tragédia mais anunciada do planeta e mesmo assim eles foram eleitos. Burrice tem limite.

    Responder
    • Acho que é isso mesmo que o governo comunista da Argentina quer. Quando não restar quase nada entregam lros chineses.

      Responder
  2. Será mesmo que “foram eleitos”?
    Aí vem a pergunta:

    Porque o STF do Brasil proibiu o VOTO IMPRESSO?

    Responder
  3. Enquanto estão vindo os empresários com suas empresas, sejam bem-vindos. Agora, quando começarem a aparecer levas de peronístas desordeiros e miseráveis, estará na hora de fecharem as fronteiras.

    Responder
  4. Argentinos tem que aprender a votar, escolhem um comunista e uma Ladra. O destino será o mesmo da Venezuela.

    Responder
  5. Estatismo não deu certo em nenhum lugar do mundo!

    Responder
  6. Você colhe o que planta. O que “los hermanos” poderiam esperar desse governo fascista? Isto por que estão passando.

    Responder
  7. Se o Brasil acreditar no canto da sereia esquerdista seguirá o mesmo caminho da Argentina.

    Responder
  8. Lamentável.

    Responder
  9. Os eleitores argentinos dão prova de como votar compromete a vida de todos, inclusive as futuras gerações de um país que teria tudo pra dar certo, tão ou mais rico que o Brasil.

    Responder
  10. É uma perfeita política venezuelana, mas por que fazem isso? Gostam de sofrer?

    Responder
  11. O orgulho do povo argentino misturado com a idolatria de pessoas ligadas ao Bolivarianismo levaram a esse caos que está só começando.
    Espero que o Governo do Brasil saiba lidar com essa situação.
    Pq se permitir a entrada de refugiados no Brasil vindo da Argentina daqui a pouco eles tentarão forçar o modo de vida deles aqui.

    Responder

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine a nossa newsletter

Colunistas

O crime acima de todos

Não é que as instituições estejam funcionando mal, ou passando por alguma anomalia — ao contrário, elas são organizadas de maneira a tornar inevitáveis resultados como o que beneficiou André do Rap

O “cancelamento” contra a arte

Caso a sociedade se submeta a essa versão gourmetizada do stalinismo, nossos filhos e netos não terão o que ler, ouvir ou assistir

A segunda onda de hipocrisia

Em que pesem as comprovações de ineficácia dos lockdowns, enganadores como Emmanuel Macron fingem ter um mapa de bloqueio de contágio

Alerta: pesquisas à vista!

Por que as sondagens eleitorais erram tanto, como isso distorce o processo democrático e o que se pode fazer

O capitalismo pode salvar o mundo?

O sistema não é uma ideologia de laboratório, como o comunismo. É uma força viva, dinâmica, que há milênios se aperfeiçoa na satisfação das necessidades humanas

Por que há socialistas com mais de 30 anos

Duas razões: todos nós crescemos em famílias, que são pequenas comunidades socialistas; e na economia contemporânea é difícil estabelecer a conexão entre esforço e recompensa

Uma guerra civil nos EUA?

A mídia recusa-se a noticiar o que é evidente aos olhos de seus espectadores, e intelectuais argumentam que “saques e protestos violentos são vivenciados como eventos alegres e libertadores”

Fracasso governamental

“Os governos fracassaram de modo retumbante na crise do coronavírus. Mas também não há evidências de que o...

Você não pode perder

A VOZ DAS REDES

Uma seleção de tuítes que nos permitem um olhar instigante do mundo, ajudam a pensar e divertem o espírito

LEIA MAIS

Oeste Notícias

R$ 19,90 por mês