Feira de alimentos Anufood deve movimentar US$ 30 milhões em negócios

Depois de dois anos sem realizar o encontro presencial, São Paulo promove a terceira edição do evento 
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Feira é realizada na Expo São Paulo até quinta-feira 14
Feira é realizada na Expo São Paulo até quinta-feira 14 | Foto: Guilherme Lopes/Revista Oeste

Depois de dois anos sem realizar o encontro presencial por causa da pandemia de covid-19, a Feira Internacional para Alimentos e Bebidas (Anufood) foi retomada em São Paulo, na terça-feira 12. O evento está na terceira edição e conta com mais de 300 expositores de 16 países.

As duas principais novidades são pavilhões próprios para startups do setor apresentarem as tecnologias e um espaço específico para alimentos orgânicos.

“O setor deu um salto muito grande em novas tecnologias durante a pandemia, acompanhando a aceleração e as tendências mundiais. Percebemos enorme apetite dos compradores por inovação”, disse Beni Piatetzky, diretor da Koelnmesse Brasil, organizadora da feira.

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Em geração de negócios, a expectativa com os três dias de evento é superar os US$ 27 milhões (R$ 130 milhões) movimentados na última edição.

O agronegócio brasileiro também está presente na Anufood. De startups a indústrias tradicionais do setor, empresas do agro apresentam produtos e tecnologias alinhados às grandes tendências de consumo mundiais.

Também na feira, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apresentou tecnologias desde ressonância magnética para análise de alimentos, frutas sem sementes, hortaliças orgânicas até proteína à base de fibra de caju de empresas parceiras.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil levou ao evento empresas participantes do projeto Agro.BR, de internacionalização para pequenos e médios produtores rurais brasileiros e agroindústrias. “O objetivo é fazer o produtor caminhar ao mercado internacional, com agregação de valor ao produto”, comentou o coordenador do Agro.Br, Rodrigo da Matta.

Bares e restaurantes ainda tentam recuperar as perdas

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) participa da feira visando às tendências e às novidades para o mercado em um momento de recuperação. No entanto, dois anos depois da pandemia, os estabelecimentos ainda enfrentam dificuldades para operar plenamente.

Segundo o último levantamento realizado pela Abrasel, um terço do setor trabalhou no prejuízo em fevereiro, porém com uma melhora mais significativa em relação a janeiro.

“Tivemos muitas dificuldades, os estabelecimentos contraíram dívidas, demitiram, acumularam despesas, e nós esperávamos uma melhora mais significativa, que permitiria pagar os atrasados, repor estoque, contratar funcionários e recomeçar a funcionar, mas isso ainda não está ocorrendo”, disse Percival Maricato, diretor da Abrasel.

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