Bolsa de Moscou vai retomar atividades depois de um mês de pausa

Pregão russo está parado desde 25 de fevereiro, em razão das sanções internacionais decorrentes da invasão à Ucrânia
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Mercado de Moscou retoma atividades depois de maior pausa desde fim da União Soviética
Mercado de Moscou retoma atividades depois de maior pausa desde fim da União Soviética | Foto: Pixabay

O Banco Central da Rússia anunciou nesta quarta-feira, 23, que a Bolsa de Moscou vai retomar suas atividades na quinta-feira. O retorno acontece depois de quase um mês de paralisação, em razão das sanções internacionais decorrentes da invasão à Ucrânia.

As atividades da Bolsa de Moscou estão paradas desde 25 de fevereiro, um dia depois do início da operação militar russa em solo ucraniano. Foi a mais longa interrupção do mercado local desde o fim da União Soviética, em 1991.

Segundo o anúncio do Banco Central, a operação será retomada ainda de maneira limitada. Apenas 33 títulos poderão ser negociados no pregão desta quinta-feira em Moscou, por um tempo limitado e com proibição de venda a descoberto (ações que o vendedor não possui, apenas aluga, esperando recomprar em baixa, lucrando com a diferença).

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A negociação envolvendo os bancos estatais Sberbank e VTB e as empresas de energia Rosneft e Gazprom acontecerá em uma janela de quatro horas e meia, indicou o Banco Central russo. O órgão promete anunciar novos parâmetros de funcionamento a partir de sexta-feira.

A reabertura será um importante teste para a economia da Rússia, em meio ao que a chefe do Banco Central, Elvira Nabiullina, chamou de “período de transformação estrutural em larga escala”.

Vários fundos de investimento ocidentais anunciaram planos para descarregar completamente suas participações russas após o ataque à Ucrânia. Por um decreto presidencial, os estrangeiros serão proibidos de vender suas ações russas, em uma tentativa de proteger os investidores locais de grandes perdas.

O mercado de ações russo caiu mais de 40% horas depois que a Rússia invadiu a Ucrânia, no fim de fevereiro. O Banco Central só tomou a decisão de fechar o mercado quando nações do Ocidente anunciaram pesadas sanções nos dias que se seguiram.

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