Bolsas asiáticas têm forte alta após anúncio do governo chinês

Promessa estatal de intensificar apoio ao mercado financeiro e ao setor imobiliário provocou reação imediata dos investidores
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Bolsas chinesas reagem bem depois de anúncio de apoio do governo ao mercado
Bolsas chinesas reagem bem depois de anúncio de apoio do governo ao mercado | Foto: Divulgação/Unsplash

As principais bolsas da Ásia viveram uma quarta-feira de otimismo, depois das baixas dos últimos dias. O índice de Hong Kong apresentou seu melhor resultado desde outubro de 2008, com alta de 9%.

As bolsas da região reagiram favoravelmente nesta quarta-feira depois do anúncio do Conselho de Estado da China, que prometeu intensificar o apoio ao mercado financeiro e ao setor imobiliário, que atravessam momento de dificuldade. A meta do governo é fechar o primeiro trimestre de 2022 com “a economia impulsionada”.

O governo também manifestou que aceleraria o processo de regulamentação das grandes plataformas de tecnologia do país. Em resposta, as ações da Tencent e do grupo de comércio eletrônico JD.com aumentaram 23% e 35%, respectivamente. Já o Alibaba fechou em alta de 27,3% depois de cair por cinco sessões consecutivas.

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O mercado também se comportou positivamente em Xangai, com alta de 3,5%. Em outros lugares da Ásia, o Topix do Japão e o Kospi da Coreia do Sul subiram 1,5% e 1,4%, respectivamente.

Antes da alta desta quarta-feira, o índice de Hong Kong vinha em uma semana cambaleante, com quedas na casa de 5% na segunda e terça-feira. Além do impacto do conflito Rússia-Ucrânia na cotação do petróleo, os mercados da China também têm sido influenciados pelo momento da crise do coronavírus no país.

As preocupações com o surto de covid-19 em várias cidades do país, com os bloqueios em Shenzhen e Xangai, que abrigam os portos mais movimentados do mundo, aumentam os temores de estragos na cadeia global de suprimentos.

No começo da semana, quedas expressivas foram registradas nos valores das empresas chinesas de tecnologia, em razão do confinamento da cidade de Shenzhen, um conhecido centro tecnológico do país. Cerca de 17 milhões de pessoas estão confinadas desde o último domingo, em razão de um novo surto local de covid-19.

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