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Com pandemia, aéreas no Brasil devem perder US$ 10 bi em 2020

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, a América Latina tem sido de longe a região com mais restrições no mundo
Avião na pista do Aeroporto Santros Dumont após reforma.
Avião na pista do Aeroporto Santros Dumont após reforma.

Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo, a América Latina tem sido de longe a região com mais restrições no mundo

Avião
Avião na pista do Aeroporto Santros Dumont, no Rio de Janeiro | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) estima que as companhias aéreas do Brasil deverão perder US$ 10,83 bilhões de receita em 2020 por causa da pandemia.

A perda significa que a receita das empresas devem fechar 2020 com queda de 57% na comparação com o ano passado. Os números foram divulgados pela associação na manhã desta quinta-feira, 30, em teleconferência com jornalistas da região.

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No fim de junho, a associação havia projetado perda de US$ 10,2 bilhões na região para o ano, ou 53% de recuo na receita na comparação com 2019. A cada relatório, a associação tem elevado as projeções de prejuízo para a região diante da ausência de suporte dos governos locais e restrições de voo.

“A América Latina tem sido de longe a região com mais restrições no mundo”, disse Peter Cerdá, vice-presidente da Iata para as Américas.

A Iata disse ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deverá ter um impacto negativo de US$ 6,64 bilhões por causa da crise.

O dado leva em consideração o impacto geral na economia ao considerar também o segmento de turismo e sua ligação às aéreas. Em termos de emprego, a economia brasileira pode perder 318,5 mil postos de trabalho em 2020.

“Com as restrições, os impactos econômicos na região continuaram a mostrar tendência de crescimento. Não podemos suportar aviões no chão por muito tempo”, disse ele.

Para os Estados Unidos, a estimativa da associação é de perdas da ordem de US$ 137,1 bilhões no ano, ou uma receita 69% menor na comparação com 2019.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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