‘Comemoração comedida’, diz secretário de Guedes sobre resultado do PIB

Waldery Rodrigues lembrou que, no ano passado, o FMI havia projetado um tombo de mais de 8% da economia brasileira
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Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, disse que a queda do PIB ficou dentro do esperado pelo governo
Waldery Rodrigues, secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, disse que a queda do PIB ficou dentro do esperado pelo governo | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Apesar da queda de 4,1% do PIB do Brasil em 2020, divulgada nesta quarta-feira, 3, pelo IBGE, a equipe econômica do governo considerou o resultado melhor do que as estimativas iniciais do mercado. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou há pouco que houve até uma “comemoração comedida”.

“A queda de 4,06% ou 4,1% estava próxima das nossas estimativas. Um dos pontos mais importantes é que, em termos relativos, nós tivemos uma performance muito boa”, disse Rodrigues em entrevista coletiva. “É uma comemoração comedida, uma comemoração conservadora, no sentido de que a retração do PIB foi muito abaixo do que foi estimada.”

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Como registramos, a economia brasileira sofreu a maior retração anual do país desde o início da série histórica do instituto, em 1996, interrompendo uma sequência de três anos consecutivos de alta do PIB, de 2017 a 2019 (4,6% no acumulado do período).

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Por outro lado, o resultado do quarto trimestre foi positivo: alta de 3,2% na comparação com os três meses anteriores. Em relação ao mesmo período de 2019, houve queda de 1,1%.

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Durante a entrevista, Rodrigues lembrou que o Fundo Monetário Internacional (FMI), logo no início da pandemia de covid-19, no ano passado, havia estimado um tombo de mais de 8% do PIB brasileiro em 2020.

Indagado sobre as perspectivas para a retomada econômica do país a partir deste ano, o secretário especial de Fazenda citou a vacinação em massa contra a covid-19 como fator determinante para uma reação. “É um elemento essencial para o crescimento econômico termos a vacinação efetiva da população.”

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