Custo de vida em São Paulo tem a maior alta em sete anos

A elevação em 2021 chegou a 10%, de acordo com a pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo
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Elevação do custo de vida chegou a 10%
Elevação do custo de vida chegou a 10% | Foto: Divulgação/Flickr

No ano passado, o custo de vida dos moradores da região metropolitana de São Paulo teve a maior alta em sete anos. A elevação em 2021 chegou a 10%, de acordo com a pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgada nesta segunda-feira, 24. Em 2015, esse mesmo índice chegou a 11,5%.

O valor do custo de vida foi sentido mais pela população pobre. Para a classe E (grupo que recebe até dois salários mínimos), a elevação chegou a 11,4%; já a alta da classe A — população que recebe acima de 20 salários mínimos — ficou em 9%. O preço do petróleo foi apontado pela pesquisa como principal responsável pelo crescimento. Os gastos com transportes subiram 20%, o preço do etanol chegou a 63% e a gasolina aumentou quase 43% no ano passado.

A alta da energia e da alimentação também influenciaram no aumento do custo de vida no bolso dos paulistas. A conta de luz, que aumentou cerca de 25%, exerceu grande influência no preço da habitação. Além disso, o valor cobrado pelo botijão de gás cresceu 38% e pelo gás encanado chegou a quase 24% em 2021.

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Na alimentação, houve alta significativa em produtos usados no dia a dia da população. O custo da carne e da farinha de trigo subiram, respectivamente, 10% e 13%.

Mesmo com a inflação perdendo força, a Fecomercio revela que o custo de vida vai aumentar em 2022, mas não chegará perto do patamar registrado em 2021: “Uma vez que os impactos mais relevantes da pandemia nos preços já foram absorvidos ao longo dos últimos dois anos”.

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3 comentários Ver comentários

  1. Uai, reportagem “meia boca”: cadê a analise mais profunda, como por exemplo os principais fatos/causas que elevaram os custos: as questões de oferta internacional e o Sr. Agripino, aumentador de impostos, em plena crise humanitária/saúde! Assim o leitor fica prejudicado.

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