Depois de 35 semanas de alta, mercado reduz estimativa de inflação

Já para 2022, projeção ficou estável em 5,02%, interrompendo sequência de 20 semanas consecutivas de aumento
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Estimativa de inflação para 2021 foi reduzida pela primeira vez em 30 semanas, segundo o Boletim Focus, do Banco Central
Estimativa de inflação para 2021 foi reduzida pela primeira vez em 30 semanas, segundo o Boletim Focus, do Banco Central | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 13, pelo Boletim Focus, do Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, deve terminar 2021 em 10,05%.

Esta foi a primeira redução feita pelos analistas do mercado consultados pelo BC depois de 35 semanas consecutivas de alta. Na semana passada, a estimativa para a inflação era de 10,18%.

O centro da meta de inflação para este ano é de 3,75%, e, pelo sistema vigente no país, ela seria considerada cumprida se ficasse entre 2,25% e 5,25%.

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Para 2022, de acordo com o Boletim Focus, o mercado financeiro manteve a projeção de inflação estável em 5,02%, interrompendo uma sequência de 20 semanas consecutivas de aumento.

Em 2022, a meta central de inflação é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), os economistas ouvidos pelo BC baixaram a projeção para 2021, que passou de 4,71% para 4,65%.

Já para 2022, a previsão de crescimento da economia brasileira oscilou de 0,51% para 0,5%.

Juros

Segundo o Boletim Focus, a taxa básica de juros da economia brasileira (a Selic) deve ficar em 11,5% no fim de 2022. Na semana passada, a projeção era da Selic na faixa de 11,25%.

No dia 8, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic de 7,75% para 9,25% ao ano.

Boletim Focus

Embora as oscilações para mais ou para menos pareçam representar pouca diferença, um simples aumento de 0,1 ponto porcentual na estimativa de inflação ou de crescimento do PIB de uma semana para outra é significativo.

“O Focus é revisado toda semana. São 52 semanas no ano. Ele muda aos poucos. Em geral, a mediana muda mais lentamente”, explicou a Oeste o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

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