Diretor da B3 responde a 5 perguntas sobre o mercado financeiro brasileiro 

Diretor da B3 detalha o trabalho pré, durante e pós IPO
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Painel no prédio da B3, em São Paulo
Painel no prédio da B3, em São Paulo | Foto: Divulgação/B3

Mais de 30 empresas começaram a negociar suas ações na B3 no decorrer de 2020. Neste ano, o ritmo de IPOs, sigla em inglês pela qual a oferta pública inicial é internacionalmente reconhecida, promete seguir acelerado. Afinal, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) registra 48 pedidos de estreias na bolsa de valores do Brasil. Diante desses números, o diretor de relacionamentos com clientes da B3, Rogério Santana, reforça que o trabalho de sua equipe vai além do acompanhamento dos IPOs.

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Em entrevista ao site da Revista Oeste, Santana conta com toda uma equipe voltada a dar suporte às corporações que decidem entrar para a lista de companhias abertas. Para isso, treinamentos são realizados, pois a conclusão de um IPO vai além de determinada marca ter ações negociadas nos pregões da bolsa de valores. “As companhias de capital aberto devem administrar de maneira proativa a sua reputação por meio da comunicação regular com investidores, analistas e mídia financeira”, pontua o diretor da B3.

“Disponibilizamos conteúdos próprios e de parceiros para quem quer começar ou já sabe o que fazer com sua carteira”

Além de falar sobre IPO, o cotidiano por parte da B3 e dar conselhos para empresas que decidem ingressar no mercado de ações, Santana reforça um dos objetivos de seu trabalho: atrair mais investidores pessoas físicas para a bolsa de valores. “Por anos, temos investido no tema da educação financeira e esse ano [2020] não foi diferente. Fizemos o lançamento do hub educacional da B3″, comenta. “Disponibilizamos conteúdos próprios e de parceiros para quem quer começar ou já sabe o que fazer com sua carteira de investimentos”, explica o executivo.

Confira, abaixo, a íntegra da entrevista com Rogério Santana:

1 — Em 2020, a B3 contou com mais de 30 IPOs. Para este novo ano, há alguma agenda para apoiar as empresas que estão na “fila” para entrar na bolsa de valores?

A B3 mantém uma agenda de trabalho bastante intensa para acompanhar as companhias antes, durante e depois do IPO. Temos equipes dedicadas a esclarecer essas dúvidas das companhias e orientá-las nessa jornada.

2 — Na prática, como se dá esse trabalho de orientação com as empresas que se preparam para negociar suas ações na B3?

Uma oferta pública inicial de ações é uma verdadeira transformação na organização. Receber novos sócios por meio do IPO significa uma mudança de paradigma na gestão e na cultura organizacional. A empresa precisa atender a exigências adicionais e terá obrigações permanentes sendo agora uma “companhia aberta”, o que poderá exigir novos conjuntos de competências da administração e dos funcionários, controles adicionais e mudanças nos negócios.

“Devem administrar de maneira proativa a sua reputação por meio da comunicação regular com investidores, analistas e mídia financeira”

As companhias de capital aberto devem administrar de maneira proativa a sua reputação por meio da comunicação regular com investidores, analistas e mídia financeira, para manter uma imagem positiva e se certificar de que sua história e seus resultados sejam transmitidos com precisão.

3 —  Por falar em transformação, ela não para de ocorrer após a oferta pública inicial, certo?

Após o IPO, o relacionamento com o mercado, que inclui investidores, analistas e acionistas, passa a ser constante e diário. A percepção que o público tem de uma empresa gera efeito direto sobre o valor de suas ações. A vida de uma companhia de capital aberto também inclui a familiarização com exigências de elaboração de relatórios trimestrais e anuais, seu conteúdo e seus custos.

4 — Com status de capital aberto, uma determinada empresa precisa prestar atenção a quais fatores e regras?

As companhias precisam se preparar não somente em termos de documentações e adequações às regras da CVM e da bolsa, como requisitos de governança, mas também precisam se preparar para essa nova realidade, por isso é importante um bom planejamento e preparação para esse momento.

rogério santana - b3
Rogério Santana é o diretor de relacionamento com clientes da B3 | Foto: Divulgação/LinkedIn

5 — Além de mais companhias listadas na bolsa, qual tem sido a atuação cotidiana da equipe da B3 para fazer com que mais pessoas físicas passem a operar no mercado de compra e venda de ações?

É nossa missão proporcionar o máximo de informação possível a esses novos investidores. Por anos, temos investido no tema da educação financeira e esse ano não foi diferente. Fizemos o lançamento do hub educacional da B3, onde disponibilizamos conteúdos próprios e de parceiros para quem quer começar ou já sabe o que fazer com sua carteira de investimentos e quer se aprofundar ainda mais sobre alternativas de produtos de investimentos. Essa plataforma já conta com quase 100 mil cadastros e mais de 350 conteúdos próprios e de parceiros.

Leia também: “2021: reformar ou quebrar”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicado na Edição 40 da Revista Oeste.

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