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Faturamento de um terço dos lojistas de SP cai 90% após reabertura

Depois de quase três meses fechadas durante pandemia, lojas na capital paulista só podem ficar abertas por quatro horas diárias
Até 10% das lojas de São Paulo podem fechar as portas definitivamente | Foto: Corretor Carvalho/Wikimedia Commons
Até 10% das lojas de São Paulo podem fechar as portas definitivamente | Foto: Corretor Carvalho/Wikimedia Commons | lojistas, sp, faturamento, queda, fechamento

Depois de quase três meses fechadas durante pandemia, lojas na capital paulista só podem ficar abertas por quatro horas diárias

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Até 10% das lojas de São Paulo podem fechar as portas definitivamente | Foto: Corretor Carvalho/Wikimedia Commons

Pesquisa da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), feita entre os dias 24 e 26 de junho, mostrou que o faturamento caiu 90% para cerca de um terço (32%) dos comerciantes do Estado de São Paulo, em virtude das medidas de isolamento impostas para tentar controlar a epidemia de covid-19.

O valor obtido pelas vendas foi diminuído em até 80% para 41% dos lojistas e em até 70% para 24% deles. A entidade representa empresários que respondem por 4 mil pontos comerciais espalhados por todo o país.

Na capital paulista, o comércio de rua e os shoppings tiveram autorização para retomar as atividades, embora em horário reduzido, nos dias 10 e 11 de junho, respectivamente.

Para as lojas de rua, ficou determinado que podem funcionar entre 11h e 15h, enquanto as de shoppings podem optar por abrir as portas no período de 6h às 10h ou de 16h às 20h.

Em outras unidades federativas, 35% dos empresários consultados declararam que a queda no faturamento foi de até 80% e, 29%, de até 70%.

Outro ponto avaliado foi a taxa de conversão de clientes, que equivale ao número de pessoas que efetivamente levam algum produto depois de visitar a loja. No total, 59% dos empresários informaram que o índice no período ficou bastante abaixo do registrado no mesmo período, antes da pandemia.

De acordo com o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, o prejuízo do setor já se aproxima dos R$ 35 bilhões.

Em nota, a associação destaca ainda que 10% das lojas da grande São Paulo não terão condições de reabrir, mesmo quando a pandemia estiver sob controle.

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