Em dois anos, BNDES vende participação em 25 empresas

Instituição mantida pelo governo federal tem se desfeito de ativos
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BNDES: menos presença na iniciativa privada
BNDES: menos presença na iniciativa privada | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem deixado de atuar diretamente em empresas. Desde o início do governo de Jair Bolsonaro, em 2019, a instituição vendeu a participação em 25 companhias.

Leia mais: “Guedes: ‘Estatal listada em bolsa é anomalia’”

Com as negociações, já foram captados R$ 74 bilhões somente em valores de ações na bolsa de valores do Brasil, a B3. De acordo com levantamento do site Poder 360, o montante arrecadado pelo BNDES leva em consideração a venda dos papeis da Vale. Conforme registrado por Oeste na última semana, a comercialização dos últimos títulos da mineradora renderam R$ 11,2 bilhões.

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A venda das ações da Vale e de outras 24 empresas diminui a presença do BNDES na iniciativa privada do país. No novo modelo de negócio, a instituição mantida pela União passa a deter participação em 89 companhias. Em 2011, primeiro ano de gestão da petista Dilma Rousseff à frente do Palácio do Planalto, esse número chegou a ser 175 empresas.

Ex-secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, órgão vinculado ao Ministério da Economia, o empresário Salim Mattar comemorou o resultado da nova estratégia do BNDES. “Estado indo para o caminho certo saindo da atividade empresarial”, afirmou em postagem divulgada no Twitter.

BNDES: comemoração e lamentação

Responsável pela comemoração de um empreendedor que espera ver um Estado cada vez menor, o BNDES também fez com que Salim Mattar reclamasse publicamente. Isso porque o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre ações emergenciais contra a covid-19 retirou o trecho que acabava com repasses obrigatórios — e bilionários — do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao banco público.

“Péssima alocação de recursos e que vai perpetuar o BNDES mantendo o Estado gigantesco”

“Vitória do establishment: o trecho da PEC Emergencial que acabava com a vinculação de 28% das receitas do FAT ao BNDES foi retirado do relatório final”, lamentou Mattar. “Uma pena pois é uma péssima alocação de recursos e que vai perpetuar o BNDES mantendo o Estado gigantesco”, prosseguiu o empresário.

Leia também: “O Brasil de hoje é o resultado de 35 anos de governos social-democratas”, artigo de Salim Mattar publicado na Edição 43 da Revista Oeste

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1 comentário

  1. Mattar é um brasileiro empreendedor que tentou fazer as coisas certas num governo torto há décadas.
    Infelizmente o empresário não aguentou a lentidão das ações, que tardiamente caminham a passos de tartaruga.
    Mas ao menos começou a desestatização.

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