Governo inicia esta semana processo de leilão de mais de 100 imóveis funcionais

Previsão é que, ainda em julho, sejam publicados cerca de 25 editais com a oferta de mais de 100 imóveis em todo país. Só no Distrito Federal, estão autorizados cerca de 20 imóveis para venda
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Prédio na quadra 102 Sul, em Brasília | Foto: Google Street View/Reprodução
Prédio na quadra 102 Sul, em Brasília | Foto: Google Street View/Reprodução

Previsão é que, ainda em julho, sejam publicados cerca de 25 editais com a oferta de mais de 100 imóveis funcionais à venda em todo o país. Só no Distrito Federal, estão autorizados cerca de 20 imóveis para venda

imóveis funcionais - união
Prédio na quadra 102 Sul, em Brasília. A quadra é uma das que terá a maior quantidade de imóveis funcionais leiloados  | Foto: Google Street View/Reprodução

O governo lança nesta semana os primeiros editais dos leilões da venda de imóveis funcionais. Antecipado por Oeste, o processo se inicia este mês e prevê, por ora, a negociação de mais de 100 imóveis em todo o país. Somente no Distrito Federal (DF), são cerca de 20 apartamentos, a maioria localizada na 102 sul, uma quadra nobre da capital federal.

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A primeira leva de imóveis a serem leiloados sai esta semana. Oeste apurou que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) autorizou a venda de imóveis no DF. A Secretaria de Patrimônio Público da União (SPU) finaliza, agora, o edital para publicá-lo nos próximos dias. Será um dos primeiros de um total de 25 editais.

Oficialmente, não há confirmação da abertura de editais esta semana. Mas, procurado pela reportagem, o Ministério da Economia confirma a projeção. “Existe a previsão para que, ainda este mês, sejam publicados cerca de 25 editais com a oferta de mais de 100 imóveis em todo país”, informa.

A pasta não confirma, entretanto, a expectativa de arrecadação com a venda dos imóveis. Interlocutores do governo explicam que os imóveis serão comercializados por valor de mercado, mas, também, não estimam a potencial receita para os cofres públicos.

Arrecadação

Ao todo, a SPU planeja vender 3,8 mil imóveis funcionais dos 750 mil em poder da União. Somente em 2020, a expectativa é de uma arrecadação de R$ 6 bilhões. Ao todo, com a venda de todos os imóveis, a estimativa de receitas é de R$ 30 bilhões em três anos.

Os cerca de 20 imóveis no DF são alguns dos mais aguardados. Por investidores do setor privado e, inclusive, por investidores políticos e militares. O interesse de deputados, senadores e oficiais das Forças Armadas têm mantido ocupado o superintendente do Patrimônio da União no DF, Renan da Mata.

Compromisso

Como superintendente, da Mata é, a grosso modo, o “corretor da União” no DF. É ele quem abre e coloca à disposição os imóveis para visita e participa das negociações. Entretanto, ele não tem ingerência para mexer em preços, explicam interlocutores militares do governo e parlamentares do Centrão e da bancada evangélica ouvidos em caráter confidencial.

Terrenos e imóveis da União têm sempre muita demanda e interesse na política. Não à toa da Mata também atuou, a grosso modo, no processo de locação de terrenos para o Ministério Público Militar (MPM), o Governo do Distrito Federal (GDF), o Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica, entre outros órgãos. Já a Polícia Federal (PF) recebeu autorização para a reforma de seu edifício sede.

Superintendente do Patrimônio da União no DF, Renan da Mata cumprimenta o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) em cerimônia da Associação Brasileira dos Produtores Rurais em Áreas da União (ABPRU). Evento debateu a regularização fundiária e alienação de imóveis com parceiros privados usando como case a Fazenda Sálvia, em Sobradinho (DF)

Com participação direta na venda e locação de imóveis da União, o da Mata cumpre, assim, o compromisso do Ministério da Economia de desinchar o Estado. O trabalho é reconhecido não apenas por parlamentares e interlocutores governistas, mas, também, pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) do DF, Mateus Oliveira. “A relação entre a SPU e o GDF tem sido a melhor possível. Quem ganha com isso é a população do DF”, diz a Oeste.

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3 comentários

  1. Há 20 anos atrás este procedimento fizemos no BB, vendendo muitas X por menos de 50% do valor adquirido. Nós engenheiros à época, entendíamos num primeiro momento, q estávamos sendo obrigados a se desfazer dos imóveis públicos indevidamente. Q nada. A administração superior acertou na mosca, vários leilões com imóveis sendo passados até em prestações, pelo valor de mercado.
    A estrutura do BB ficou enxuta, sem gastos c manutenção de imóveis, e as reformas de unidades em prédios alugados entram como “despesa” , não afetando o lucro.
    MEDIDA IMPORTANTE ESSE LEILÃO DE IMÓVEIS. Parabéns p o GOVERNO CENTRAL.

    1. Acho perfeito. A lei é para todos.
      O povo brasileiro trabalha para ter saúde, educação segurança desenvolvimento e progresso
      E não para sustentar outras pessoas que já recebem seus salários para desenvolver o trabalho público

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