Greve de servidores do BC pode ter adesão de até 50%, diz sindicato

Sindicalistas reivindicam reajustes salariais
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Servidores do Banco Central anunciaram paralisação para esta terça-feira, 18
Servidores do Banco Central anunciaram paralisação para esta terça-feira, 18 | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Segundo estimativas do Sindicato Nacional de Funcionários do Banco Central (BC), entidade que representa servidores da instituição, a greve convocada para esta terça-feira, 18, pode contar com a adesão de até 50% dos trabalhadores. Eles reivindicam reajustes salariais — apesar de não terem tido seus vencimentos afetados durante a pandemia de covid-19.

A paralisação está marcada para o período entre 10 horas e meio-dia. Neste horário, está previsto um ato de servidores em frente à sede do BC, em Brasília. À tarde, também deve haver um protesto de funcionários públicos em frente ao Ministério da Economia.

Os serviços essenciais do BC serão mantidos durante a paralisação.

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“É uma paralisação inicial de advertência, sem prejudicar os serviços essenciais. Só para dar um aviso”, ameaçou o presidente do sindicato, Fábio Faiad.

De acordo com os sindicalistas, cerca de 500 servidores que ocupam funções de chefia já se comprometeram a entregar seus cargos caso as negociações não avancem.

Outros 1,5 mil funcionários podem aderir ao movimento. O BC tem um total de 3,5 mil servidores.

No BC, há três sindicatos: além do Sinal, que representa as categorias de analistas e técnicos, a Associação Nacional de Analistas do Banco Central (ANBCB) e o Sindicato Nacional dos Técnicos do Banco Central do Brasil (SinTBacen). Todos estão unidos na mobilização.

As reivindicações de servidores federais de diversos órgãos tiveram início a partir da indicação do presidente Jair Bolsonaro de que apenas carreiras policiais seriam contempladas com reajuste neste ano.

No Orçamento de 2022, há R$ 1,7 bilhão reservados para aumento do funcionalismo. Além do reajuste, a mobilização no BC cobra a reestruturação da carreira de técnicos e analistas.

Reportagem publicada na Edição 65 da Revista Oeste, em junho do ano passado, mostrou que um salário médio de R$ 29 mil, planos de saúde com cobertura que ultrapassa a da maioria das operadoras na iniciativa privada, abono por assiduidade no serviço, assistência educacional superior à mensalidade de escolas caras, indenização em caso de assalto, garantia de emprego e liberação de alguns dias por ano para exercer atividades sindicais  são algumas regalias que 46 empresas públicas oferecem a seus funcionários. Pela primeira vez, esses privilégios podem ser consultados por todos os brasileiros no Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais, elaborado pelo Ministério da Economia.

O documento, de 84 páginas, detalha os abonos e as gratificações que os funcionários recebem em empresas e bancos estatais, mostrando como são formatadas algumas das maiores remunerações de um país onde a renda média do cidadão é de R$ 1.380.

Leia também: “Você paga tudo isso”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 65 da Revista Oeste

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16 comentários Ver comentários

  1. O problema dessas greves de servidores é que o pagador de impostos pode perceber que o órgão funciona bem melhor com 50% de funcionários a menos. E aí, como eleitor, vai pressionar o seu político de ocasião para a redução da folha de pagamentos do Poder Público. Depois de 2 anos de pandemia, quando o setor privado foi duramente castigado com demissões, reduções salariais, etc, é muita cara de pau servidor público “home office” pedir aumento salarial!

  2. Esse pessoal quer o que afinal de contas? Fazer greve num momento como esse é crime! Tinha que ser um sindicato para propor uma indecência desse quilate! Tenham vergonha na cara!

  3. Funcionário Público (salvo raras exceções) é o sinônimo exato para receber salário pelo resto da vida sem precisar obrigatoriamente trabalhar de fato.
    Quando aparece algum concurso público, o numero de candidatos é sempre milhares de vezes superior ao numero de vagas.
    O que aconteceria no entanto, se o edital especificasse que o regime de contratação é CLT?

  4. Lá vem novamente a CORJA SINDICANALHA promover o atraso e a balbúrdia, no que é especialista. É absolutamente URGENTE que acabem com a maldita estabilidade da corja parasitária do serviço público e que PRIVATIZEM TUDO!!! Esta corja imunda não se cansa de mamar nas tetas públicas, em prejuízo da população honesta deste país. CHEGA DE SUSTENTAR VAGABUNDOS!

  5. Esse tipo de funcionário público fazendo greve, é um desrespeito com os brasileiros que não puderam trabalhar ou tocar seus negócios, durante a pandemia, por conta de política dos governadores e prefeitos. Se encontro um vagabundo destes, sou capaz de sair na porrada, no final apanho eu que não tenho mais idade para isso. Não tenho mais paciência com esse tipo de profissionais sem noção, alienados da vida real.

  6. Agora, vai lá liraaa apagar mais um incêndio que o bozzo criou ,
    É só fazer mais uma pedalada fiscal pra aumentar os salários do funcionalismo público kkkkkkkk

  7. Até 50%? Está parecendo certos índices de pesquisa, narrativas alarmistas prevendo que o movimento de 7 de setembro passado teria pessoas infiltradas armadas planejando violência até maior que nas manisfestações dos ‘antifas’, e tantas outras previsões catastróficas nunca realizadas. Se o índice for verdadeiro (até quer dizer de 0 a 50), significa que PELO MENOS 50% está contra o sindicato! Sindicato meio fraquinho, né?

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