Ibovespa tem o melhor desempenho para agosto em 20 anos

Até agora o indicador já acumula uma alta superior a 8%

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Nos últimos quatro anos, o índice registrou perdas
Nos últimos quatro anos, o índice registrou perdas | Foto: Reprodução

O Ibovespa, índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), caminha para registrar o melhor mês de agosto em quase 20 anos. Ele é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na B3.

Nos últimos quatro anos, o índice registrou perdas. Entre 2018 e 2021, o mês foi de prejuízo no mercado, com baixas de 3,21%, 0,67%, 3,44% e 2,48%, respectivamente. A última vez que o indicador fechou agosto no azul foi em 2017, com 3,3%.

E não somente a maldição pode ser quebrada em 2022, como a valorização tem potencial para ser recorde.

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Somente entre os dias 1º e 19 de agosto, o indicador acumula uma alta de 8,08% — consolidando o melhor desempenho registrado nas três primeiras semanas do mês desde 2003. Os dados foram levantados pela consultoria Economatica.

Desde o fim de julho, uma onda de otimismo invadiu as bolsas do Brasil e dos EUA. S&P 500, Dow Jones e Nasdaq tiveram valorização nos últimos 20 dias. Muito desse novo fôlego aconteceu na esteira dos dados melhores que o esperado para a inflação.

No Brasil, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma deflação (queda de preços) recorde em julho deste ano, de 0,68%. Já o CPI, indicador norte-americano de inflação, acumulou 8,5% de alta em 12 meses até julho, quando a expectativa era de um porcentual de 8,7%. Os indicadores alimentaram o apetite a risco dos investidores.

A melhora reforçou ao mercado que o ciclo de alta dos juros no cenário doméstico estava chegando ao final. “Existe uma percepção de que a briga contra a inflação está dando certo”, disse o analista de investimentos Mario Goulart ao jornal Estado de S. Paulo.

A perspectiva de que os juros não ficariam tão altos em função da inflação mais baixa resultou em um alívio nos setores mais sensíveis aos ciclos econômicos, tanto nos EUA quanto no Brasil. É o caso de tecnologia e varejo, que estavam há meses registrando quedas e tiveram grande recuperação nas últimas semanas.

“São dois motivos: o primeiro essa sinalização do fim de aumento de juros no Brasil e dados melhores de inflação no exterior. Outro ponto foi a questão dos resultados, as empresas grandes, como Petrobras, Banco do Brasil, entre outras, divulgaram números muito acima do esperado e favoreceram a alta da bolsa”, afirmou Fernando Siqueira, economista da Guide Investimentos.

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