‘Inexequível’, diz Guedes sobre Orçamento de 2021 aprovado pelo Congresso

Manobras contábeis aprovadas para acomodar emendas parlamentares pode prejudicar as contas públicas
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Paulo Guedes não está satisfeito com o Orçamento aprovado pelo Congresso
Paulo Guedes não está satisfeito com o Orçamento aprovado pelo Congresso | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, avisou o presidente Jair Bolsonaro que o Orçamento de 2021 ficará “inexequível” com as manobras contábeis aprovadas pelo Congresso para acomodar o festival de emendas parlamentares. Cálculos da equipe econômica feitos ontem, sexta-feira 26, mostram que a máquina do governo teria de funcionar com apenas R$ 49,5 bilhões até o fim do ano — praticamente a metade do que os especialistas consideram o patamar mínimo para não ter uma paralisação. Esse é o espaço que sobrará para gastar depois do contingenciamento de despesas que terá de ser feito para o cumprimento do teto de gastos (a regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação). O encontro entre Guedes e Bolsonaro ocorreu ainda na quinta-feira 25, dia da votação pelo plenário do Congresso. Mas já nesse encontro Guedes comunicou o presidente que teria de fazer um corte dramático nas despesas.

Leia também: “‘Em 60 dias, podemos estar num cenário já completamente diferente’, afirma Guedes”

Com informações do Estadão Conteúdo

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4 comentários Ver comentários

  1. O que esses congressistas mentecaptos deveriam fazer é cortar da própria carne. Existem muitos penduricalhos que recebem de forma vergonhosa, e que deveriam ser extintos. Não é plausível que toda população pague por serviços que não sejam de seu interesse, e sim desses irresponsáveis. Enquanto nossos políticos tiverem essa postura, seremos uma nação pobre e de terceiro mundo. Uma vergonha.

  2. Cortando os salários de deputados, senadores e os demônios do STF seria uma alternativa, correndo o risco da maioria entrar em greve, e com isso, o país pode começar a andar.

  3. Com esse Congresso jamais conseguiremos reconstruir o País e a sua Economia para orientá-la na direção do desenvolvimento dando-lhe o rumo de país de primeiro mundo. Paradoxalmente só conseguiremos se “impusermos” a democracia do estado de direito sob uma ditadura da competição, competência e empreendedorismo. Quem não seguir essas leis, será preso e mandado para campos de habilitação.

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