Inflação e retenção de talentos são preocupações das empresas em 2022

Executivos do mundo todo apontaram riscos relacionados à pandemia que podem afetar o mundo corporativo, segundo pesquisa internacional
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Área de manufaturas foi muito afetada por inflação e interrupções nas cadeias produtivas
Área de manufaturas foi muito afetada por inflação e interrupções nas cadeias produtivas | Foto: Divulgação/ Hyundai

Além da pandemia, executivos de grandes empresas entendem que as maiores ameaças para o mundo corporativo em 2022 serão a inflação e a retenção de funcionários qualificados. As conclusões são de uma pesquisa da Conference Board, uma instituição americana de pesquisas sobre negócios.

A pesquisa foi realizada entre outubro e novembro de 2021 e entrevistou 1.614 executivos em altos cargos de decisão — 917 deles são CEOs em empresas no mundo todo.

Segundo o estudo, a maior preocupação do mundo empresarial ainda é a pandemia global. Mas as principais ameaças relacionadas a ela são a inflação, a dificuldade de retenção de talentos e disrupções nas cadeias produtivas, segundo os entrevistados.

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Segundo a Conference Board, os executivos acreditam que a inflação continuará alta no mundo até pelo menos a metade de 2023. Eles disseram que as empresas pretendem cortar despesas e continuar repassando seus aumentos de custos para o preço final dos produtos.

Porém, cerca de 40% dos entrevistados afirmaram que suas empresas estão mal preparadas para lidar com o processo inflacionário. Isso porque altas tão acentuadas na inflação não aconteciam há anos em muitos países. 

Na Europa e na China, contudo, executivos disseram ter mais medo de recessão do que de inflação.

Além disso, os executivos apontaram que depois da inflação, a maior ameaça às empresas é o desafio de atrair e manter talentos.

Salários, inflação e retenção de talentos

Eles avaliam que, atualmente, os empregados possuem maior poder de barganha e os salários tendem a aumentar. Nos Estados Unidos, a verba prevista para pagamento de salários em 2022 cresceu 3,9% — a maior alta desde 2008.

Assim, a alta nos salários seria responsável por elevar ainda mais a inflação, na opinião da maioria dos executivos ouvidos.

Para fazer frente aos riscos, as empresas tendem a investir em automação. Além disso, desejam tornar processos de recrutamento mais digitais e rápidos. 

Ao responderem a pesquisa, os executivos também falaram na possibilidade de atrair talentos com a adoção do trabalho remoto e  estimular atitudes mais empáticas das lideranças.

Além disso, eles também disseram que podem recorrer a trabalhadores mais velhos para suprir a necessidade de experiência e capacitação.

Cadeias de suprimento também geram preocupação

Outra ameaça mencionada na pesquisa foi questão das novas disrupções nas cadeias de suprimento globais.

Em 2020, quando começaram as políticas de lockdown, a baixa demanda por produtos causou demissões e afastamentos que prejudicaram cadeias de suprimento. Alguns exemplos foram o transporte marítimo e o setor energético.

Com a retomada econômica possibilitada pelas vacinas, essas cadeias não foram capazes de atender a demanda reprimida.

Assim, algumas soluções adotadas pelas empresas foram antecipar pedidos, usar transporte aéreo em vez de marítimo e aumentar estoques de produtos.

No entanto, essas medidas encareceram as operações e não devem ser suficientes para conter a inflação e a volatilidade causados pela escassez de itens.

Eles também citaram a instabilidade geopolítica como uma ameaça às cadeias de suprimento. Atualmente, o mundo está às voltas com possibilidades de guerra envolvendo grandes potências no leste europeu e na região do Indo-Pacífico.

Na percepção de alguns membros do empresariado, as cadeias de suprimento não vão se tornar locais, como sugerido por analistas no ano passado. Eles acreditam que a China continuará como a grande fornecedora de peças e produtos manufaturados.

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