Líderes tentam vencer resistência ao imposto nos moldes da CPMF

Centrão e a equipe de Paulo Guedes querem propor debate do imposto sobre transações digitais na próxima fase da reforma tributária
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Líder do governo Ricardo Barros e Paulo Guedes se reuniram neste sábado, 26 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
Líder do governo Ricardo Barros e Paulo Guedes se reuniram neste sábado, 26 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo | imposto

Centrão e a equipe de Paulo Guedes querem propor debate do imposto sobre transações digitais na próxima fase da reforma tributária

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Líder do governo Ricardo Barros e Paulo Guedes se reuniram neste sábado, 26 | Foto: Wallace Martins/Estadão Conteúdo
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Líderes do governo no Congresso e integrantes da equipe econômica vão apresentar ao presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira, 28, a próxima fase da proposta de reforma tributária. A ideia é apresentar um imposto sobre transações financeiras – nos moldes da antiga CPMF – como forma de compensar uma ampla desoneração da folha de pagamentos.

“Estamos estudando soluções para que todos tenham acesso ao mercado de trabalho”, afirmou Paulo Guedes após um encontro com líderes na tarde deste sábado, 26.

Parlamentares pediram para que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) — principal crítico do novo tributo — não interdite o debate da proposta. A ideia é abrir espaço para que o Executivo encaminhe o texto ao Congresso e a medida seja, ao menos, discutida.

A avaliação é que toda vez que Maia e o Congresso como um todo fazem manifestações públicas contra o novo tributo, o debate emperra. O presidente da Câmara já declarou reiteradas vezes que, enquanto estivesse no cargo, trabalharia para que a medida não avançasse.

O imposto sobre transações é a opção defendida pela equipe econômica para bancar a redução do encargo que incide sobre salários. Ontem, Paulo Guedes defendeu que a desoneração precisa ser ampla, envolvendo todos os setores da economia. “Isso é bom para todo mundo, não só para os 17 setores”, afirmou.

Outros pontos

De acordo com o ministro, outros pontos técnicos da reforma já estão acertados: simplificação de impostos; redução de alíquotas; aumento da faixa de isenção; e criação de ambiente mais favorável para negócios.

 

 

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7 comments

  1. Sou visceralmente contra essa nova CPMF. O desgaste que essa discussão infrutífera causa é estarrecedor. Esse imposto regressivo não será aceito pelos políticos sérios. O Paulo Guedes, com essa insistência obtusa, causa sério dano ao ânimo dos apoiadores do governo. Basta ver o silêncio das esquerdas sobre o assunto.

    1. Eu sou a favor. Precisamos aumentar a base de arrecadação para poder reduzir impostos.
      A economia informal não gera receita e sobra para quem é formal.
      O sistema tem que ser justo, se não por essa forma, por outra.

    2. Eu sou a favor. Está claro que não é imposto sobre MF – movimentação financeira – mas sobre pagamentos, de serviços ou produtos, hoje à margem. Ex: Uber, rappi, etc. É de A para B, de A para A ( tipo saque em caixa elet.) não conta. A oposição quer rotular ‘ nova cpmf’ pq já viu o alcance positivo e quer sabotar, as usual.

  2. Ta chegando a hora do Bozo dar um cartao vermeho para o guedes ele ta obsecado em criar novos imposto e o povo ja nao aguenta mais essa nossa tributaçao e ai vem esse com esse imposto que ninguem quer ouvir falar

  3. Bolsonaro embolou o meio-de-campo. Assim como fez com Sergio Moro, não deixou Paulo Guedes fazer o que devia ser feito. Ele se dá melhor com a gentalha do Centrão que é sua origem. Tô sentindo um cheiro de “ADEG INFORMA: SAI POSTO IPIRANGA, ENTRA POSTO BREMEN”.

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