Mansueto Almeida afirma que o resultado fiscal de 2021 superou as previsões

Ex-secretário do Tesouro Nacional ressaltou a importância do teto constitucional de gastos públicos  
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Segundo Mansueto, as reformas econômicas que o país conseguiu nos últimos anos ajudaram a melhorar o cenário
Segundo Mansueto, as reformas econômicas que o país conseguiu nos últimos anos ajudaram a melhorar o cenário | Foto: Divulgação/CNI

Mansueto Almeida, ex-secretário do Tesouro e economista-chefe do banco BTG Pactual, disse que o resultado das contas governamentais em 2021 superou, de longe, as previsões catastrofistas feitas pela maioria absoluta de seus pares.

“Terminamos 2021 com números muito melhores do que os esperados por qualquer economista, inclusive os mais otimistas, não um ano atrás, mas seis meses atrás”, afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

A expectativa no início de 2021 era a de um déficit primário do setor público (receitas menos despesas, sem os juros da dívida), incluindo Estados, municípios, estatais e governo federal, de R$ 250 bilhões.

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“Contudo, fechamos o ano com um superávit primário entre R$ 20 bilhões e R$ 40 bilhões — o primeiro desde 2013 — equivalente a algo entre 0,2% a 0,3% do Produto Interno Bruto”, constatou o ex-secretário do Tesouro.

Segundo Mansueto, as reformas econômicas que o país conseguiu nos últimos anos ajudaram a melhorar o cenário, mas adverti: “O Brasil ainda tem um ajuste fiscal para fazer, para colocar a dívida pública numa trajetória de queda”.

Mansueto Almeida, sobre o teto de gastos

Sobre as despesas do país, Mansueto disse que o governo conseguiu reduzi-la. “Em 2021, a gente teve uma despesa primária no nível do pré-pandemia, de 19,5% do PIB. Nenhum país do mundo conseguiu isso”, constatou.

“Com todo o estímulo dado em 2020, a despesa voltou a ser o que era em 2019, antes da covid”, observou Mansueto. “Isso é mérito do teto, porque todo o ganho de arrecadação, a receita líquida do governo central, não virou gasto”.

Leia também: “O que esperar para 2022”, reportagem publicada na Edição 94 da Revista Oeste

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4 comentários Ver comentários

    1. Amigo, eu acho positivo pagar impostos mais elevados – aplicados de forma melhor distribuída – se em troca esses valores voltarem em benefício da nação. Em princípio todos gostaríamos de não pagar nada por tudo o que desejamos, mas seria um problema se alguém desejasse algo que é nosso. De minha parte, acho o governo Bolsonaro ok!

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