Marco das Ferrovias: governo assina 21 novos contratos

As empresas se comprometeram a investir quase R$ 91 bilhões, além de construírem 6,5 mil quilômetros de trilhos
-Publicidade-
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, visitam as obras de construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em São Desidério (BA) | Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, visitam as obras de construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), em São Desidério (BA) | Foto: Alan Santos/PR

Por meio do novo marco das ferrovias, o governo federal já assinou 21 contratos sem a necessidade de leilão. As empresas se comprometeram a investir quase R$ 91 bilhões, além de construírem 6,5 mil quilômetros de trilhos.

“Fechamos o ano passado com 21 contratos assinados, de um total de aproximadamente 80 pedidos de autorização”, disse a Oeste o secretário de Transportes Terrestres, Marcello da Costa, nesta terça-feira, 4.

A validade das negociações firmadas entre as companhias e o Poder Executivo é de 99 anos, renováveis por mais 99. A maior parte dos aportes vindos da iniciativa privada será realizada nos cinco primeiros anos.

-Publicidade-

O agronegócio e a mineração serão os dois setores mais bem atendidos, com 32,8% de cargas sobre trilhos pelos próximos anos. Celulose e carga geral vêm na sequência, com 10% e 6,2%, respectivamente.

Os contratos atuais somados aos do novo marco devem mudar o perfil da carga transportada. A partir de 2035, o governo projeta que as ferrovias serão 40% a 45% da matriz de transportes.

Marco das ferrovias e o Brasil

Baixa densidade ferroviária, se comparada à de outros países, vagões enferrujando, obras inacabadas e um setor carente de investimentos devido à burocracia estatal. Esse é o quadro das ferrovias brasileiras. Para ter ideia, não passa sequer um trem por dia em cerca de 30% da malha de 30 mil quilômetros, conforme estudo da Confederação Nacional da Indústria.

Já em outros países, a coisa é diferente. Os Estados Unidos, por exemplo, têm a maior extensão de trilhos do mundo, com 295 mil quilômetros, e utiliza 45% de sua malha ferroviária. A China ocupa o segundo lugar: 124 mil quilômetros e faz uso de 37%. A Rússia possui 87,1 mil quilômetros de trilhos e opera em 81% deles. O Canadá, com 77,9 mil quilômetros, usa 46%.

No Brasil, as rodovias são utilizadas para o escoamento de 65% da produção do país, enquanto os trilhos se ocupam de pouco mais de 20%. Trata-se de um mercado a ser explorado.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

15 comentários Ver comentários

  1. Apenas mais uma excelente realização do melhor e mais genuinamente liberal governo federal da história da República – só não vê o óbvio quem não quer.

  2. Muitos anos atrás, ainda jovem, fui construir uma obra do Fórum para uma cidade servida por via férrea e próxima à divisa com o estado da Bahia. Na época, todas as estradas estavam interrompidas e não havia maneira de enviar material de construção por caminhões para lá e foi aí que tive a “brilhante” ideia de enviar por ferrovia. Depois de uma burocracia enorme, finalmente consegui que eles autorizassem o embarque dos materiais numa plataforma. Pois bem, o material chegou, só que depois de quase um mês, enquanto isso conseguimos algum material em uma cidade próxima no estado vizinho já que nesse trecho não havia interrupção, apesar do mau estado da rodovia. Podem fazer ferrovias, tudo bem, nada contra isso daí, porém mudem a forma de despachar cargas que espero que depois de todos esses anos, devem ter melhorado. Obs.: A ferrovia era explorada pela R.F.F.S.A, antiga Central do Brasil.

  3. Imaginem se n tivessem sido bicotados pelo Maia, Alcolumbre, Pacheco, STF e todos cadáveres fetidos de esquerda q estão entranhados em todas esferas.

  4. Tenho orgulho de ter votado neste governo, não sei como tem gente que se diz de direita e quer votar no Sérgio Moro ao invés de apoiar o governo Bolsonaro.

  5. Pouco a pouco, o Brasil vai mudando sua “fotografia”, como se usa no futebol. Quantas mudanças, uma pena que a grande imprensa não queira reverberar. Mas sem problema, a internet está aí para isso, e quer se informar, não faltam fontes. Mais 5 anos nesse ritmo, e entraremos finalmente no rol dos países desenvolvidos. Para desespero de alguns por aí, que perderam suas boquinhas, sua verbas públicaa sem esforço. Força, Capitão!!! O povo honesto e trabalhador confia no Senhor!!!

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.