Ministério da Economia mantém projeção de queda de 4,7% do PIB

O Ministério da Economia manteve a sua expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil que foi divulgada em maio
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Sede do Ministério da Economia, em Brasília | Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Sede do Ministério da Economia, em Brasília | Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL | Ministério da Economia

A pasta liderada por Paulo Guedes está mais otimista que a maioria do mercado; resultados de maio e abril “surpreenderam positivamente”

Ministério da Economia
Sede do Ministério da Economia, em Brasília | Foto: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

O Ministério da Economia manteve a sua expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada em maio. De acordo com a pasta liderada por Paulo Guedes, o PIB brasileiro deve apresentar um resultado negativo de 4,7% em 2020.

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A pasta informou que a manutenção da expectativa se deve a uma melhora dos indicadores da nossa economia, e que isso demonstra o “efeito positivo das políticas adotadas até então”.

Quando apresentou a sua projeção em maio, o Ministério da Economia afirmou que cada semana de adicional de isolamento em julho causaria um prejuízo de 20 bilhões de reais. A pasta destacou que não havia realizado um levantamento de uma quarentena tão longa.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) avaliou que os resultados mensais de maio e abril “surpreenderam positivamente”, informou o portal 6 Minutos. Isso, de acordo com a SPE, informa que o pior da crise causada pelo coronavírus “provavelmente ficou para trás”.

A estimativa feita pelo Ministério da Economia está indo em contramão de grande parte do mercado, que projetam quedas muito maiores. Conforme já divulgado por Oeste, o FMI espera uma queda de 9,1% do PIB brasileiro em 2020.

Outros índices

No segundo trimestre deste ano, o governo vê uma queda de 9,3% em comparação ao período anterior. Com o ajuste sazonal, a queda é de 7,5%.

Já o IPCA, o índice oficial de inflação, a expectativa para o ano caiu de 1,77% para 1,60%. A SPE afirmou que isso é causado pelos impactos causados pelos choques na demanda, que foram maiores que a retração da oferta durante a crise do coronavírus. O Banco Central impôs uma meta de inflação de 4% para o ano, com uma margem de 1,5% para mais ou para menos.

Para o próximo ano, a SPE projeta um crescimento de 3,20% do PIB, mantendo a sua previsão. Para 2022 a expectativa é de, 2,60% e de 2,5% em 2023. Esses números, igualmente, também não sofreram alteração.

Os dados serão utilizados para a revisão do próximo relatório bimestral de receitas e despesas, que será divulgado no próximo dia 22. Ele é primordialmente utilizado para avaliar o comportamento das contas públicas.

 

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