Petrobras deve gerar lucros por ao menos 10 anos apesar da transição energética

Apesar das metas de luta contra o aquecimento global, empresas petrolíferas devem continuar lucrado com produtos petroquímicos.
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Petrobras deve continuar lucrativa mesmo com transição energética global
Petrobras deve continuar lucrativa mesmo com transição energética global | Divulgação/Petrobras

A Petrobras deve gerar dividendos lucrativos por ao menos mais dez anos, apesar da transição energética, que deve tornar o mundo menos dependente dos combustíveis fósseis. 

Na semana passada, a empresa divulgou que pagará R$ 63 bilhões em dividendos neste ano. Desse montante, R$ 23,3 bilhões serão destinados aos cofres públicos, que detêm a maioria das ações da empresa.

Os números positivos refletem a geração de caixa devido à elevação do preço do barril do petróleo — que neste ano passou dos US$ 85. 

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Segundo o analista Hugo Queiroz, da consultoria de análise financeira TC Matrix, é muito difícil prever variações no preço do barril, mas no momento a tendência geral é de preços elevados do petróleo nos próximos dez anos.

Isso deve ocorrer mesmo num cenário no qual o mundo tenta evitar uma catástrofe climática se empenhando em reduzir o consumo dos combustíveis fósseis. O objetivo é impedir que as temperaturas se elevem mais de 1,5º Celsius em relação a níveis pré-industriais.

Um dos principais motivos da produção do petróleo se valorizar mesmo nesse contexto está relacionado à produção de produtos petroquímicos. Ou seja, os veículos usarão cada vez menos gasolina e diesel, mas o petróleo continuará sendo usado como matéria-prima para plásticos, roupas, fertilizantes, tintas, pneus, entre outros.

Segundo dados da IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês), esses produtos representavam 12% da demanda global de petróleo em 2018. A projeção da agência é que, em 2030, eles respondam por um terço da demanda global de petróleo e 50% em 2050.

A Petrobras tem cerca de 850 mil acionistas. Eles aguardam para esta semana um possível anúncio de novos investimentos que a empresa faria de ao menos US$ 60 bi (R$ 335 bi), processo que pode diminuir inicialmente a distribuição de dividendos.

As indústrias petrolíferas precisam de investimentos constantes para manter os níveis de produção. A crise energética global também tem estimulado esse tipo de investimentos, segundo analistas.

Leia também: “O petróleo vai acabar?”

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