PIB recua no 3º trimestre e entra em recessão técnica

Já no acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB brasileiro apresenta avanço de 5,7%
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Concentração da safra da soja no primeiro semestre impactou queda de 8% na agropecuária no terceiro trimestre
Concentração da safra da soja no primeiro semestre impactou queda de 8% na agropecuária no terceiro trimestre | Foto: José Fernando Ogura

A economia brasileira recuou 0,1% no terceiro trimestre de 2021, configurando quadro de recessão técnica — quando o Produto Interno Bruto (PIB) apresenta queda por dois trimestres seguidos.

Apesar da alta de 1,1% nos serviços, que respondem por mais de 70% do PIB nacional, o índice foi influenciado para baixo principalmente por conta da queda de 8% na agropecuária e, também, pelo recuo de 9,8% nas exportações de bens e serviços. Já a indústria ficou estável.

Os dados, que vieram em linha com o esperado pelo mercado, foram divulgados nesta quinta-feira, 2, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 2,2 trilhões no terceiro trimestre. Em relação ao trimestre do ano passado, o PIB cresceu 4,0%.

No acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB brasileiro apresenta avanço de 5,7% em relação a igual período de 2020.

No primeiro trimestre do ano, o PIB — que represente a soma de todas as riquezas do país —, cresceu 1,2%. No período seguinte, teve queda de 0,4%, segundo revisão divulgada pelo instituto. Anteriormente, a queda registrada de abril a junho era de 0,1%.

Agropecuária

O recuo na agropecuária foi consequência do encerramento da safra de soja, que também acabou impactando as exportações.

“Como ela é a principal commodity brasileira, a produção agrícola tende a ser menor a partir do segundo semestre”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

“Além disso, a agropecuária vem de uma base de comparação alta, já que foi a atividade que mais cresceu no período de pandemia. Para este ano, as perspectivas não foram tão positivas”, acrescentou.

Serviços

Já o crescimento dos serviços foi puxado por outras atividades (4,4%), que reúnem diversos serviços prestados às famílias. “Com o avanço da vacinação contra covid-19 e o consequente aumento da mobilidade e reabertura da economia, as famílias passaram a consumir menos bens e mais serviços”, comentou Palis.

Cinco atividades apresentaram crescimento

  • outras atividades de serviços (4,4%)
  • informação e comunicação (2,4%)
  • transporte, armazenagem e correio (1,2%)
  • administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%)
  • atividades imobiliárias (0%)
  • atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,5%)
  • comércio (-0,4%)

“A queda no comércio, que foi um dos setores mais afetados pela pandemia, teve uma forte alta no segundo trimestre, com a reabertura e, portanto, a base de comparação estava alta e as famílias também migraram parte do seu consumo para os serviços”, explicou a coordenadora.

Já a indústria, que responde por cerca de 20% do PIB nacional, ficou estável (0%) no trimestre.

Houve crescimento apenas na construção (3,9%). Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%), indústrias de transformação (-1,0%) e indústrias extrativas (-0,4%) tiveram queda.

“O encarecimento dos insumos e outros problemas na cadeia produtiva, além da crise energética, vêm afetando o setor industrial”, disse Palis.

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5 comentários Ver comentários

  1. E agora não tem em quem colocar a culpa ne bozzo, último ano de governo, estagflacao, desastre real iminente, a propósito, por onde anda o posto ypiranga???

  2. Três, apenas três, sobreviveram: J. R. Guzzo, Guilherme Fiuza e Augusto Nunes. Guilherme, não assinei a Oeste para assistir shows de contorcioniso, como este.
    Att
    Marco

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