Por que a Globo abriu mão de exibir jogos da Libertadores?

Emissora rompe contrato pelos direitos de transmissão do torneio de futebol
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Galvão Bueno não irá mais narrar jogos da Libertadores pela Globo  | Foto: REPRODUÇÃO
Galvão Bueno não irá mais narrar jogos da Libertadores pela Globo | Foto: REPRODUÇÃO | globo - libertadores - direitos de transmissão

Emissora rompe contrato pelos direitos de transmissão do torneio de futebol

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Galvão Bueno não vai mais narrar jogos da Libertadores pela Globo | Foto: REPRODUÇÃO
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A Globo informou nesta semana que rompeu o contrato que tinha com a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para transmissão da Taça Libertadores da América na televisão aberta do Brasil. Mas o que motivou essa decisão? De acordo com a própria emissora, a covid-19 é a “culpada” pelo rompimento, pois afetou a economia mundial e fez com que o real se desvalorizasse frente ao dólar, aumentando o valor a ser pago (já que o acordo era válido pela moeda norte-americana).

Confira a nota da emissora:

Diante do cenário extremamente desafiador provocado pela crise econômica e potencializado pela pandemia de covid-19, a Globo vem fazendo uma revisão completa de seu portfólio de direitos. Nesse contexto, e tendo em vista a suspensão daquela competição por vários meses, a empresa tentou renegociar com a Conmebol o contrato da Libertadores, válido até 2022, mas infelizmente não houve acordo. Assim, não restou alternativa à Globo a não ser rescindir o contrato.

Grandes players mundiais têm sido obrigados a renegociar seus acordos sobre eventos esportivos em razão da crise econômica provocada pela covid-19, que, no Brasil, ainda é acentuada pela desvalorização cambial, que multiplica o valor dos contratos em dólar. Como principal competição de clubes das Américas, a Libertadores continua sendo importante para a Globo. No entanto, para que sua transmissão seja viável e satisfatória para todas as partes envolvidas, ela precisa se adequar à nova realidade mundial dos direitos esportivos e à situação econômica vivida pelo país. Por fim, é importante esclarecer que havia no contrato cláusula específica de rescisão em caso de suspensão da competição por períodos prolongados, por motivo de força maior.

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14 comentários

  1. Nem lembro mais qual foi o último programa, ou jogo, que ví no canal aberto dessa emissora. No mínimo, uns 18 meses. O canal por assinatura, desde o início do ano. Cansei e peguei até uma certa aversão. Tempos atrás, um parente próximo me disse que depois que parou de assistir os noticiários dessa emissora passou a se sentir muito melhor. Felizmente, temos boas e melhores opções, não só na TV e rádio como na internet.

  2. Faz tempo que não vejo a Globo. Mas esta claro que esta faltando grana. São três anos seguidos de prejuízo operacional. Começou com a briga com o Temer (que tentou derrubar) e agora com o Bolsonaro. Sem o dinheiro público e principalmente das estatais, ficou difícil manter o “padrão Globo”. Não da mais para esconder. Terão que rezar para a esquerda voltar e enfiar grana lá, como fez em 2002 (salvando o Jornal) e durante todos os mandatos petistas (motivo do apoio incondicional, ainda que dissimulado, a esquerda).

    1. Foi o único comentário que tocou direto no nervo: estatais. O Brasil viveu o auge do metacapitalismo no mundo. Outras campeãs nacionais seguirão o mesmo rumo, a menos que derrubem rápido o governo. Daí a pressa.

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