Presidente da Petrobras diz que não se sente pressionado por aumento de combustível

'Como gestores públicos, não podemos atuar fora da lei', afirmou Joaquim Silva e Luna
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Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, concedeu entrevista coletiva
Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, concedeu entrevista coletiva | Foto: Reprodução

O presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, afirmou nesta sexta-feira, 29, que não se sente pressionado pelos recentes aumentos no preço dos combustíveis. As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva on-line, um dia depois de a estatal ter anunciado um lucro líquido de mais de R$ 31 bilhões no terceiro trimestre deste ano.

Segundo Silva e Luna, “tudo o que impacta a sociedade acaba impactando a empresa”. “Participamos de algumas conversas sobre como o Congresso e o governo podem encontrar soluções para apoiar os mais necessitados com os recursos que entregamos. O Congresso e o governo estão estudando soluções que vão desde o colchão para amortecer esses preços, o vale-gás, o vale-caminhoneiro. A Petrobras está atenta a isso”, afirmou. “No sentido de se sentir pressionado, não. Mas eu recebo todos esses impactos e vejo como a Petrobras pode ser mais sensível ao que está acontecendo.”

Indagado sobre um comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro durante a live transmitida na quinta-feira 28 nas redes sociais, de que a Petrobras deveria “dar um lucro não muito alto, como tem dado”, Silva e Luna disse que a companhia não persegue “o lucro pelo lucro” e “não controla” os preços do petróleo.

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“Como gestores públicos, não podemos atuar fora da lei. As maiores contribuições que a empresa pode dar à sociedade são os pagamentos de tributos e dividendos. Devolvemos o lucro da empresa à sociedade por meio de dividendos”, afirmou o presidente da estatal. “Somos sensíveis a tudo particularmente com relação às famílias mais carentes. Sofremos quando temos de informar o aumento dos preços de um combustível ou outro. E só fazemos isso no limite da necessidade para evitar o desabastecimento, já que temos uma grande importação de derivados. Não estamos insensíveis a isso. No entanto, não podemos fazer políticas públicas.”

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2 comentários Ver comentários

  1. Tem que vender urgente essa bosta, que é um verdadeiro pesadelo para o povo brasileiro. Esse papo furado de o petróleo é nosso, é da época de Getúlio Vargas. Hoje esse petróleo é do diabo.

  2. Exatamente.
    A Petrobras é dos acionistas, o governo entra com os cofres da garantia.
    Não há absolutamente nenhuma razão social ou estratégica para continuar sendo uma economia mista.
    A privatização demorou.

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