Presidente do Banco Central diz estar ‘100% alinhado’ com Paulo Guedes

Roberto Campos Neto rechaçou especulações de que seria cotado para assumir a pasta em caso de saída do atual titular: 'Nunca houve convite'
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Roberto Campos Neto, presidente do BC, garantiu estar afinado com o ministro Paulo Guedes
Roberto Campos Neto, presidente do BC, garantiu estar afinado com o ministro Paulo Guedes | Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, garantiu que está “100% alinhado” com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e rechaçou especulações de que seria cotado para assumir a pasta em caso de saída do atual titular. Campos Neto defendeu a agenda liberal do governo de Jair Bolsonaro e admitiu que o impasse em relação ao Orçamento agrava um cenário de incerteza fiscal.

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“Gastamos muito tempo falando de pessoas e pouco tempo falando de ideias. Eu prefiro sempre falar de ideias. Têm pessoas que estão mais alinhadas com as minhas ideias. Eu diria que o ministro Paulo Guedes é 100% alinhado com as ideias”, afirmou o presidente do BC em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. “Obviamente, é impossível achar dois economistas que pensam exatamente igual sobre tudo, mas de uma forma geral, temos um grande alinhamento de ideias. E todo debate que eu faço, não só com o ministro, mas com todos os outros, é no campo das ideias. Eu acredito nesse movimento que foi iniciado, que é o dos liberais.”

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Questionado sobre os rumores de que estaria cotado para suceder Guedes no Ministério da Economia, Campos Neto disse que “nunca houve convite”. “Eu tenho uma agenda no BC a seguir. Tenho uma missão no BC a cumprir. A minha agenda comunga das mesmas ideias do grupo econômico como um todo, e o que tentei explicar foi como essa agenda é importante e como eu posso, do meu lado, do cargo que ocupo, ajudar nesse pensamento liberal”, afirmou.

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Campos Neto deixou clara sua preocupação com as modificações feitas na peça orçamentária encaminhada pelo governo ao Congresso. “Se o Orçamento passar, a percepção de que ele é inexequível ou precise fazer algum tipo de suplementação de crédito para que atinja os números é um fator que vai preocupar o BC. É um fator que vai alterar o prêmio de risco fiscal que está embutido nas variáveis macroeconômicas e isso atrapalha a condução da política monetária”, avalia.

O presidente do BC demonstrou otimismo em relação à retomada da economia brasileira a partir do segundo semestre deste ano, com o avanço da vacinação contra a covid-19. “Não cabe ao BC especular se as vacinas existem ou não. Pegamos os números divulgados pelo Ministério da Saúde e imaginamos que essas doses serão aplicadas. O que a gente sabe é que, uma vez aplicada e passados 15 dias, tem um efeito tanto da primeira quanto da segunda dose. Fazemos as simulações nesse sentido. E, olhando as doses que estão disponíveis, vendo a faixa etária da população e onde se consegue chegar, conseguimos ver um cenário bem melhor.”

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