Presidente do Conselho do Credit Suisse renuncia por não cumprir quarentena

Antonio Horta-Osorio partiu para a Península Ibérica antes que se encerrasse um período obrigatório de quarentena de dez dias
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Credit Suisse vem enfrentando uma série de crises no último ano
Credit Suisse vem enfrentando uma série de crises no último ano | Foto: Divulgação/Credit Suisse

O presidente do Conselho de Administração Credit Suisse, Antonio Horta-Osorio, renunciou ao cargo depois de ter admitido que violou as regras da quarentena imposta à população no Reino Unido e na Suíça para tentar conter o avanço da covid-19. Ele ocupava a função havia nove meses.

Segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo banco, a saída de Horta-Osorio segue uma recomendação do próprio conselho, que realizou uma apuração interna. O novo comandante do órgão é Axel P. Lehmann, que atuava como presidente do Comitê de Risco da instituição.

Lehmann teve uma passagem pelo UBS Group AG, concorrente direto do Credit Suisse. Antes, passou quase 20 anos no Zurich Insurance Group.

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O Conselho de Administração do Credit Suisse deve chancelar formalmente o nome de seu novo presidente na assembleia anual de acionistas, que acontece em abril.

“Definimos o caminho certo com a nova estratégia e continuaremos a incorporar uma cultura de risco mais forte em toda a empresa”, afirmou Lehmann no comunicado.

Há pouco mais de um mês, vieram à tona alguns detalhes da violação da quarentena por parte de Horta-Osorio. Ele retornou do Reino Unido para a Suíça no dia 28 de novembro e partiu para a Península Ibérica antes que se encerrasse um período obrigatório de quarentena de dez dias.

“Lamento que algumas de minhas ações pessoais tenham causado dificuldades ao banco e comprometido a minha capacidade de representar a instituição interna e externamente”, afirmou Horta-Osorio, em uma nota divulgada pelo Credit Suisse. “Portanto, acredito que minha demissão é do interesse do banco neste momento crucial”, completou.

A saída tumultuada de Horta-Osorio é apenas mais uma turbulência enfrentada pelo Credit Suisse no último ano. O banco teve um prejuízo de mais de US$ 5 bilhões e perdeu cerca de 20% do valor de suas ações por causa de escândalos financeiros e de espionagem.

A empresa de investimentos Archegos Capital Management praticamente implodiu, enquanto a companhia britânica de financiamento da cadeia de suprimentos Greensill Capital foi à insolvência.

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