Quais países podem inspirar a reforma administrativa brasileira?

Deputado Tiago Mitraud responde ao questionamento feito por Oeste
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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil | tiago mitraud - reforma administrativa brasileira - países como exemplos

Deputado Tiago Mitraud responde ao questionamento feito por Oeste

tiago mitraud - reforma administrativa brasileira - países como exemplos
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O deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG) está confiante de que a reforma administrativa será aprovada pelo Congresso Nacional em 2021. Ao demonstrar essa confiança ao participar de webinar realizado hoje pela FecomercioSP, ele enfatizou que há muitos parlamentares “reformistas”. Nesse sentido, chamou a atenção para a ordem de reformas a serem analisadas e deu até exemplos a serem seguidos pelo Brasil.

Leia mais: “Eleições travam discussão da reforma tributária”

O congressista ressaltou que a reforma administrativa precisa ser votada antes da tributária. Ao responder a questionamento formulado diretamente pela reportagem de Oeste, Mitraud afirmou que a reforma administrativa pode se guiar por casos positivos vindos de outros países e até brincou: há algo positivo no “atraso” do Brasil em se fazer uma reforma administrativa, pois pode ter outros lugares como base.

“Os Estados Unidos adotam alguns pontos que nós gostaríamos de adotar já há muitas décadas”

“A gente tem olhado muito para o modelo de Portugal”, disse Mitraud, ao citar o país europeu que passou por reforma em 2008 e, desde então, viu seu Produto Interno Bruto (PIB) crescer e a taxa de desemprego diminuir, conforme destaca o site do Centro de Liderança Pública (CLP). “Os Estados Unidos adotam alguns pontos que nós gostaríamos de adotar já há muitas décadas, como uma tabela salarial muito bem definida [para o setor público] e critérios de progressão”, prosseguiu o deputado que, ao falar de funcionalismo público no Brasil, defendeu a perda de privilégios inclusive para membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. É favorável, por exemplo, ao fim dos chamados “super salários” e de período de férias superior a 30 dias por ano.

Caso sul-americano

Os casos de reforma administrativa que podem guiar o Brasil não ficaram, no entanto, restritos ao hemisfério Norte. “O Chile, tão próximo da gente, também tem um trabalho, por exemplo, e autoliderança do setor público muito importante”, comentou o parlamentar do Novo. Ele ainda citou que países como Austrália, Nova Zelândia, Colômbia e Peru “têm serviços públicos muito bem avançados”.

Debate sobre a reforma

As afirmações de Tiago Mitraud foram feitas na tarde desta quarta-feira, 4, durante participação do evento on-line “Os Impactos da Reforma Administrativa para o Setor Privado”. Organizado pela Fecomercio-SP, o webinar contou ainda com as presenças de Fábio Pina (economista e assessor da FecomercioSP) e Luiz Felipe d’Avila (fundador do Centro de Liderança Pública). A apresentação ficou por conta de Guilherme Baroli.

Mais: Clique aqui e confira a cobertura de Oeste sobre reformas

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3 comments

  1. Prezados. Não nos enganemos e nem criemos falsas expectativas. Esse parlamento vai fazer reformas que diminuam seus privilégios? O STF vai deixar como constitucional qualquer mudanças que lhe afete? O executivo – com uma bancada fortíssima e um corporativismo maior ainda- vai deixar passar algo que lhe retire esses “direitos” nababescos? Nada senhores. Nada. Vai passar uma coisinha aqui outra ali , uma normazinha para promoção , um remanejamento de funções e só. Senhores: nosso país não tem jeito. Não há solução nenhuma à vista. Nosso destino é nos tornar uma grande Burquina Faso. Em o Fado Tropical Chico Buarque sonhou dizer que “Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
    Ainda vai tornar-se um imenso Portugal!”. Ledo engano. Agora vou parafrasear para realidade que nos aguarda: Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
    Ainda vai tornar-se uma imensa Venezuela!

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