Revista Oeste - Eleições 2022

Sachsida fala em horizonte de pelo menos três anos para privatização da Petrobras

Ministro de Minas e Energia manifestou que avanço da desestatização depende de consenso da sociedade brasileira
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Adolfo Sachsida afirmou que avanço da privatização da Petrobras depende de vontade da sociedade
Adolfo Sachsida afirmou que avanço da privatização da Petrobras depende de vontade da sociedade | Foto: Ascom/ME

O ministro Adolfo Sachsida, de Minas e Energia, afirmou acreditar em um caminho de pelo menos três anos no processo de privatização da Petrobras. O integrante do governo federal falou sobre o tema nesta quinta-feira, 4, durante participação no evento Expert XP, em São Paulo.

Sachsida comentou o tramite de desestatização, iniciado logo depois que assumiu o ministério, em maio, com o encaminhamento de pedido à Secretaria Especial de Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), ligada ao Ministério da Economia e órgão responsável por gerir os projetos de privatização e concessão. O caminho até a desestatização é longo e prevê passagens pelo Congresso e pelo Tribunal de Contas da União (TCU), entre outras etapas.

O ministro ressaltou, no entanto, que o avanço do processo na Petrobras depende da união da sociedade em torno da ideia de privatização de uma empresa amplamente presente na vida dos brasileiros.

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“Tinha intenção de iniciar estudos sobre a privatização. Submeti o pedido à PPI, estudando maneiras de gerar mais competição. A Petrobras é muito mais complexa, são pelo menos três anos, três anos e meio. Citando (o ex-presidente norte-americano) Ronald Reagan: it’s time to choose (é tempo de escolher). É o momento da sociedade brasileira escolher”, afirmou.

“A democracia se avança em consensos, não adianta fazer o que eu quero. E isso é a sociedade brasileira que precisa querer. Se houver consenso, é possível avançar. Prefiro avançar passo a passo na direção correta. Na questão do refino, por exemplo, é possível a Petrobras já avançar em vender as suas refinarias.”

Política de preços de combustíveis

Durante a participação no evento, Adolfo Sachsida ainda comentou sobre o papel do governo federal na definição da política de preços de combustíveis. O ministro disse entender que a administração tem um papel limitado, mas que vem colaborando por meio de reduções tributárias.

“Não dá para interferir no preço de uma empresa estatal de economia mista. Falei para o presidente Jair Bolsonaro que temos que fazer como na oração de São Francisco. Tem coisas que controlamos e outras, não. A nossa parte a gente está fazendo. Fizemos 11 reduções permanentes de tributos e, em breve, espero que a gente consiga aprovar a 12ª redução”, comentou.

“Não adianta vir o pré-sal e a Petrobras falar: eu sou pública, quero prioridade na extração. Depois, na questão dos combustíveis: sou privada, preciso ter lucro.”

Adicionalmente, Sachsida afirmou que a outra maneira de contribuir para decisões da empresa é contar com um alinhamento interno de gestão. Neste sentido, o ministro comemorou ter a presença de Caio Paes de Andrade como presidente da Petrobras desde o final de junho, em uma indicação pessoal que foi avalizada pelo Conselho de Administração da estatal.

“Eu falei ao presidente da República: preciso de um presidente (da Petrobras) que esteja acostumado à competição, que saiba lidar com competição e que goste disso. É poder demais na mão de uma única pessoa, e poder absoluto corrompe. Competição é uma forma de proteger o consumidor brasileiro.”

Depois de duas reduções no preço da gasolina na venda às distribuidoras nas últimas semanas, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 4, redução no valor do diesel, de R$ 0,20 por litro, a partir de sexta-feira. Desta forma, a empresa começa a reagir à pressão e atender a demandas da sociedade.

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