Salário mínimo prejudica pessoas em busca do primeiro emprego

É o que argumenta Gabriel de Arruda Castro, em artigo publicado na Edição 51 da ‘Revista Oeste’
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Ao definir arbitrariamente um valor para o salário, o governo distorce o sistema de preços dos bens e serviços
Ao definir arbitrariamente um valor para o salário, o governo distorce o sistema de preços dos bens e serviços | Foto: Reprodução/Mídias Sociais

“Em uma cidade de 10 mil habitantes no meio do inverno do Michigan, com temperaturas negativas constantes e restaurantes fechados por causa da pandemia, os drive-thrus se transformaram em uma opção frequente na minha rotina gastronômica. E, por causa disso, tenho reparado algo em comum entre o McDonald’s, o Wendy’s e similares: na maioria das vezes em que visito esses estabelecimentos (e eu os visito mais do que deveria), encontro um chamativo anúncio com ofertas de emprego. Numa dessas ocasiões, junto com o meu lanche, o pacote do McDonald’s veio com panfleto sobre as vantagens de trabalhar lá. Os salários iniciais são anunciados como um atrativo: geralmente, começam em US$ 11 ou US$ 12 por hora de trabalho — fora o auxílio no pagamento das mensalidades da faculdade. Onze dólares equivalem a aproximadamente R$ 60, o que significa que o salário inicial para alguém que trabalhe 40 horas está acima dos R$ 10 mil.

Fritar hambúrgueres é provavelmente o grau mais baixo na escala profissional norte-americana — boa parte dos funcionários são adolescentes que não chegaram à maioridade. E, ainda assim, as lanchonetes costumam pagar muito acima do salário mínimo nacional, que é de US$ 7,25 a hora. Alguns Estados, como Michigan, têm um salário mínimo mais elevado (aqui, o valor é de US$ 9,87). Ainda assim, o valor pago pelo McDonald’s está acima do obrigatório por lei — o que deveria colocar uma interrogação na cabeça daqueles que acreditam que os empresários são vilões mesquinhos que precisam se submeter ao poder desse ser benevolente chamado Estado.”

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Os parágrafos descritos acima fazem parte do artigo de Gabriel de Arruda Castro, publicado na Edição 51 da Revista Oeste, que foi ao ar na sexta-feira 12.

Revista Oeste

A Edição 51 da Revista Oeste vai além da coluna de Gabriel de Arruda Castro sobre os problemas do salário mínimo. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de J. R. Guzzo, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino e Dagomir Marquezi.

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